sexta-feira, setembro 22, 2006

Certificar...Será uma nova moda?


No passado dia 20 de Setembro, no espaço da empresa Lisboa e-nova (Agência Municipal do Ambiente), o tema em debate foi a certificação Ambiental de Edifícios. A Arquitecta Lívia Tirone começou por dar início ao encontro, apresentando o convidado e o moderador, e frisando que o ponto de encontro era do tipo plataforma de diálogo contínuo. Não podería deixar de realçar a originalidade do conceito, que serviu apenas para distrair qualquer outra exigência de conteúdo.

Manuel Duarte Pinheiro, Engº do Ambiente, docente convidado do Departamento de Engenharia Civil e Arquitectura do Instituto Superior Técnico deu então início à sua apresentação, que apoiada em diversas apresentações de investigações e trabalhos Americanos e Ingleses. Efectivamente apresentou aplicações práticas de conceitos de eficiência de edifícios, tanto em termos ambientais, como em termos de conforto e comportamento energético.

Muitos dos exemplos práticos que apresentou eram, efectivamente, empreendimentos de luxo, turísticos ou de defesa ambiental, todos eles caracterizados por um único factor: a necessidade de se publicitarem, o marketing.
Espero que estas novas exigências não sejam apenas "coisas de ricos", e que realmente possam ser encaradas como evoluções possíveis e necessárias a todos os níveis.
Idealmente, uma construção sustentável, de impactos ambientais reduzidos, olha para todo o ciclo de vida e considera que os recursos da construção são os materiais, o solo, a energia e a água.
A partir destes recursos, estabeleceu-se os cinco princípios básicos da construção sustentável(Kilbert):
1. Reduzir o consumo de recursos;
2. Reutilizar os recursos ao máximo;
3. Reciclar materiais do fim de vida do edifício e usar recursos recicláveis;
4. Proteger os sistemas naturais e a sua função em todas as actividades;
5. Eliminar os materiais tóxicos e os sub-produtos em todas as fases do ciclo de vida.

Para além de exposições gerais sobre o tema, foi apresentado o software que está a ser desenvolvido no IST, designado por LiderA (
www.lidera.info), um irmão mais novo de vários já existentes a nível internacional (BREEAM, Reino Unido; LEED, EUA; HQE, França; CASBEE, Japão), nos quais baseia o seu desenvolvimento.


- imagem retirada do site www.lidera.info


Citando Pinho (2005), o sistema LiderA assenta no conceito de reposicionar o ambiente na construção, na perspectiva da sustentabilidade, assumindo-se como um sistema para liderar pelo ambiente. Dispõe de três níveis: estratégico, projecto e gestão do ciclo de vida, tendo em vista permitir o acompanhamento nas diferentes fases de desenvolvimento do ciclo de vida do empreendimento.

Relativamente à certificação ambiental de edifícios, apesar de se estarem a dar os primeiros passos objectivando a sua aplicação, apenas se prevê a sua aplicação lá para 2010.

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