sexta-feira, julho 13, 2007

Primeira fase do projecto para tornar a Ilha da Berlenga auto-sustentável arranca depois do Verão

O secretário de Estado do Ambiente anunciou que a primeira fase do projecto para tornar a Ilha da Berlenga, Peniche, auto-sustentável, arranca depois do Verão com aspiração de ser modelo internacional. “A primeira fase, das energias renováveis, começa a partir do Verão, uma segunda fase sobre as águas residuais e os resíduos inicia-se daqui a um ano”, afirmou Humberto Rosa, após a assinatura da carta de compromisso pelos onze representantes dos parceiros envolvidos no projecto “Berlenga - Laboratório de Sustentabilidade".

in Ciência Hoje

quarta-feira, julho 11, 2007

Lâmpadas gratuitas!!

A EDP Comercial e os hipermercados da Sonae Distribuição fizeram uma parceria para, na entrega de lâmpadas usadas, oferecerem 400 mil lâmpadas por todo o país. Esta campanha, desenvolvida pela McCann, vai envolver um «investimento de 3 milhões de euros», repartido em 50 por cento por cada uma das empresas, anunciou o director de marketing da Modelo Continente, José Fortunato. Desta forma, a partir da próxima terça-feira e até 15 de Agosto, qualquer pessoa que se dirija a uma das 130 lojas Continente, Modelo e Modelo Bonjour em Portugal pode trocar cada lâmpada usada por outra nova e economizadora. «O objectivo é mudar atitudes e mudar o nível ambiental que a energia acarreta», sublinhou o administrador da EDP Comercial, Jorge Cruz de Morais. Esta acção junta-se ainda a várias outras que a eléctrica portuguesa tem realizado para promover o uso eficiente da energia e que se inserem no Programa de Eficiência no Consumo (PPEC), promovido pelo regulador do sector (ERSE). No total, com todas as campanhas em que a EDP se tem envolvido e a troca de mais de 600 mil lâmpadas, a empresa conta já com uma poupança global de 15,4 milhões de euros em gastos energéticos. Esta campanha agora apresentada «está na hora de mudar de ideias» vai ser divulgada nos habituais meios de comunicação como televisão, rádio e Internet. Recorde-se que para realizar estas promoções, a EDP tinha-se candidato ao PPEC e obteve 8,1 milhões de euros de financiamento por parte do regulador da energia (ERSE) para o ano de 2007 (81% do valor total do programa).
in Agencia Financeira

terça-feira, julho 10, 2007

Campanha "You control climate change"

http://ec.europa.eu/environment/climat/campaign/index_pt.htm


Calculadora de Carbono :
http://www.mycarbonfootprint.eu/pt/

Gestão de Projectos na Construção


Ao nível da gestão de projectos, enquanto Winch (2006) e Koskela (2006) discutem se essa gestão deveria ser baseada em teorias da economia ou da produção, um debate que Winch acaba por considerar essencialmente conceptual, vai-se analisando a viabilidade de aplicação dos conceitos lean (Womack e Jones, 2003) à construção, teoria designada por Lean Construction (Koskela, 2000), e preparando uma visão da gestão de projectos que encara a construção como um sistema complexo.
Anderson e Schaan (1999), citando Brady e Shapiro (1999), abordam a temática dos sistemas de produção complexos (COPS), apontando uma distinção evidente entre a construção e as indústrias de produção em massa, assumindo uma visível separação entre a construção e o conceito lean.
Segundo Anderson e Schaan (1999), a indústria da construção é caracterizada por uma organização project-based, em que o produto final representa um produto complexo, resultante de uma dinâmica intensa em torno de diversos processos de integração, e não um produto standard resultado de uma possível produção em massa.
A diferença entre este tipo de sistemas e os clássicos de engenharia é principalmente que os primeiros não buscam apenas a previsibilidade, o comportamento estável e limitado por situações pré-determinadas, pelo contrário, buscam soluções inovadoras e capazes de se adaptarem facilmente (Minai, 2006).
Winch (2003) num artigo bastante consistente analisa de forma descomplexada a questão da aplicação de modelos de gestão de diversas indústrias à construção. De forma inteligente Winch começa por classificar os diversos tipos de produção, de acordo com as suas estratégias: Concept-to-order, Design-to-order, Make-to-order e Make-to-forecast. Este passo permite efectivamente clarificar algumas das inconsistências que vão surgindo no estudo sobre a gestão de projectos. Não é raro alguns autores defenderem as suas teses sem definirem bem qual o tipo de produção a que se referem.
Ao mesmo tempo, Winch lembra que os modelos de produção focam normalmente no fluxo do produto, no entanto, a atenção também deve cair sobre o fluxo de informação.
De acordo com a estruturação da produção que reconhece, Winch apresenta uma matriz de esquematização dos modelos de produção, que construiu baseado em alguns casos de estudo (citando Winch, 1994) e que se apresenta na figura 1.

Figura 1 – Matriz de enquadramento da produção

De acordo com Winch, para o tipo de fluxo de materiais verificado na construção, os sistemas complexos verificam-se para o caso da produção do tipo Concept-to-order e Design-to-order, e a referência à teoria lean é feita para o desenvolvimento de novos produtos, caracterizados por uma estratégia do tipo Make-to-order, envolvendo uma produção já sustentada por um projecto bem detalhado.
Esta matriz permite uma abrangência global do sector da construção, que, segundo Winch, na sua grande maioria é constituído por projectos complexos, enquadrados no canto superior esquerdo da matriz, podendo considerar-se uma abordagem lean, apenas no caso da produção intensa de edifícios.
Para Winch (2003) a relevância da gestão de projectos na construção incide sobre os sistemas complexos e a inovação organizacional.

A respeito da teoria Lean Construction, deve dizer-se que, nos últimos anos teve um impacto relevante no processo de Construção, sendo aprofundada por inúmeros autores (Ballard, 2000; Halpin e Kueckmann, 2002; Bertelsen e Koskela, 2002; Naim e Barlow, 2003; Ballard e Howell, 2003; Arbulu et al.,2003; Taguchi, 2004). Este conceito encara a produção como um processo de produção focado no produto, em que todas as acções devem contribuir para a maximização do valor e a optimização é encarada como uma eliminação das tarefas que não representam valor.
No âmbito da Lean Construction surgem no entanto algumas questões que podem colocar-se em causa. Ballard e Howell (2003) questionam o carácter iterativo do projecto de engenharia e consideram-no como waste, na terminologia Lean, e por isso de eliminar, referindo a DSM como uma das ferramentas que possibilita eliminação. Mas será que o carácter iterativo do projecto de construção é de eliminar ou pelo contrário deve ser considerado como parte integrante do processo?
Nos últimos anos, dois dos grandes apologistas da teoria Lean Construction, Bertelsen e Koskela começam a introduzir o conceito de complexidade em alguns dos seus artigos (Bertelsen, 2003; Bertelsen e Koskela, 2003). E em 2004, Bertelsen e Koskela (2004) estabelecem um ponto de viragem da teoria Lean Construction, após cerca de 10 anos de divulgação, assumindo que a teoria lean na construção representa um ponto de partida, e não um ponto terminal, como é encarado em outras indústrias, e que deverá permitir abranger a produção no sector como complexa e dinâmica.

A mistura de conceitos inerentes a diversas teorias é visível em diversas situações e acaba por ser pouco relevante, como salienta Winch (2006). Browning et al. (2000) por exemplo aplicam os conceitos de Womack e Jones (2003) aos sistemas complexos, referindo que a introdução de valor neste tipo de sistemas é conseguida através da produção de informação útil que signifique reduções efectivas no risco do desempenho do projecto. Neste âmbito é de referir a aplicação da DSM à optimização de sistemas e o seu impacto ao nível da duração e variância dos processos (Nebiyeloul, 2005).
É importante não deixar que os conceitos se transformem em preconceitos no desenvolvimento de teorias mais evoluídas. De momento a gestão de projectos parece aguardar por consensos alargados relativamente à complexidade da construção, e desafia as TI a participarem na flexibilização e dinamismo do funcionamento integrado das diversas
.
.
Antonio Aguiar da Costa
.
.
Referências:

Anderson, Frances; Schaan, Susan; (1999) Innovation, Advanced Technologies and Practices in the Construction and Related Industries: National Estimates, Statistics Canada

Arbulu, Roberto J. et al. (2003) Value stream analysis of re-engineered construction supply chain, Building Research & Information, Taylor & Francis Ltd

Ballard, Glenn; Howell, Gregory (2003) Lean Project Management, Building Research & Information, Taylor & Francis Ltd


Bertelsen, Sven (2003)Complexity – Construction in new perspective, Proceedings of the 11th annual conference in the International group for Lean Construction, Blacksburg VA

Bertelsen, Sven; Koskela, Lauri (2003) Avoiding and managing chaos in projects, Proceedings of the 11th annual conference in the International group for Lean Construction, Blacksburg VA

Bertelsen, Sven; Koskela, Lauri (2004) Construction beyond Lean: a new understanding of construction management, 12th annual conference in the international Group for Lean Constructio, Elsinore, Denmark

Brady, T. and Shapiro, G. (2002) Problems of Learning in Organisations Producing Complex Product Systems (CoPS), in Systems and Policies for the Globalised Learning Economy, Conceicao, D., Gobson, M., Heitor, M. and Stoip, C.(eds.). London: Greenwood Publishing Group

Halpin, Daniel W.; Kueckmann, Marc (2002) Lean Construction and simulation, Proceedings of the 2002 Winter Simulation Conference, San Diego USA

Koskela, Lauri (2000). An exploration towards a production theory and its application to construction. Espoo, VTT Building Technology. 296 p. VTT Publications; 408. WWW:http://www.inf.vtt.fi/pdf/publications/2000/P408.pdf

Koskela, Lauri; Ballard, Glenn (2006) Should project management be based on theories of economics or production?, Building Research & Information, Taylor & Francis Ltd

Minai, Ali A. et al. (2006) Complex Engineered Systems : Science meets Technology, Springer

Naim, Mohamed; Barlow, James (2003) An innovative supply chain strategy for customized housing, Construction Management and Economics, Taylor & Francis Ltd

Nebiyeloul-Kifle, Yonas (2005) Application of the Design Structure Matrix to Integrated Product Development Process, Master of Business Admnistration at MIT

Tagushi, Hiroshi (2004) Application of Lean Enterprise Concept to Construction Firms in Japan, Master Thesis MIT

Tunzelmann, Nick; Wang, Qing; The Dimensions of Complexity in Production and Management, CoPS Publication No41

Winch, Graham M. (1994) Managing Production: Engineering change and stability, Oxford University Press

Winch, Graham M. (2003) Models of manufacturing and the construction process: the genesis of re-engineering construction, Building Research & Information, Taylor & Francis Ltd

Winch, Graham M. (2006) Towards a theory of construction as production by projects, Building Research & Information, Taylor & Francis Ltd


Womack, James P.; Jones, Daniel T. (2003) Lean Thinking: Banish waste and create wealth in your corporation, Fully revised an updated, Simon & Schuster

quarta-feira, julho 04, 2007

Custos do novo aeroporto e TGV limitados a derrapagem de 5%



Os concursos para a construção do novo aeroporto e da rede de alta velocidade (TGV) vão obedecer ao novo Código dos Contratos Públicos (CCP) que entrará em vigor a 1 de Janeiro do próximo ano.
Na prática isto significa que nenhuma das obras poderá ter derrapagens superiores a 5% comparativamente ao valor inicial do contrato e que os processos de adjudicação das respectivas empreitadas vão ser muito mais rápidos. Investimentos com estas características serão contratualizados, no máximo, no prazo de 110 dias subsequentes à apresentação das propostas pelos candidatos.


in Jornal de negócios

terça-feira, julho 03, 2007

sábado, junho 30, 2007

Segway

Ainda sobre os Segway:

http://www.ipl.pt/politecnia/n10/segway.pdf

http://www.apve.pt/upload/docs/exame_inf_05_2004.pdf

O Segway já está em Portugal para ser testado pela AVPE (Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico) e para que se consiga regulamentar a sua circulação nas vias públicas. Com dois cavalos, controlo do movimento das rodas e vários microprocessadores, o veículo do século XXI não polui e promete mudar os hábitos de mobilidade dentro dos grandes pólos urbanos, apresentando actualmente um preço de cerca de 5.500 euros.

quarta-feira, junho 20, 2007

Embate de barco colapsa ponte

Notícia enviada para o SmartEngineering por Horácio Luís Baptista

Um troço de 200 metros da ponte Jiujiang, no sul da China, desabou depois do choque de um navio.
No momento em que o acidente ocorreu, a visibilidade era fraca por causa de nevoeiro.


sábado, junho 16, 2007

A questão ambiental

Expresso, 16 de junho de 2007 : "1/5 dos esgotos de Lisboa vão directos para o Tejo"
.
Esta notícia levou-me a pensar no Aeroporto de Lisboa. A questão da avaliação do impacto ambiental não pode, quanto a mim, ser feita independentemente da situação ambiental global do país.
Isto é, que interessa ter um aeroportorto super optimizado em termos ambientais, e que por isso levou a gastos adicionais de milhões de euros, quando os esgotos de 1/5 da população de Lisboa ainda vão para o Tejo? Será que devemos encarar cada nova obra como um começar de novo ou como uma decisão envolvida pelo contexto presente?
Quanto a mim deve existir uma continuidade estratégica na avaliação ambiental e um reconhecimento de que o dinheiro permite efectivamente reconversões importantes do passado e por isso o peso de impactos presentes pode ser atenuado por melhoramentos significativos de outros impactos já existentes.
Assim, se uma opção de projecto pode significar a destruição de alguns hectares de sobreiros, por exemplo, o que me parece honesto avaliar é se o dinheiro poupado nesta opção permite trazer uma futura mais valia ambiental superior ao impacto criado, mesmo que não directamente relacionado.
.
.
.
Antonio Aguiar da Costa

sexta-feira, junho 15, 2007

Ordem dos Engenheiros


A Ordem dos Engenheiros é a grande responsável pela acreditação técnica dos Engenheiros em Portugal. Quer isto dizer que zela pelos interesses de todos garantindo a qualidade da Engenharia praticada. Mas será que este tem tido um papel suficiente no que diz respeito à representação da Engenharia?

A existência de uma entidade como a Ordem deveria, quanto a mim, ultrapassar um pouco mais esta posição. Parece-me que garantir a qualidade não chega pois a necessidade de qualidade é dia após dia mais exigente e deve, dia após dia, ser estimulada. É neste sentido que a Ordem deve também actuar, delineando estratégias de sensibilização dos Engenheiros, através de formações gerais em áreas que considera estruturantes ou através de intervenções consistentes e contínuas na sociedade.
Encarar a sustentabilidade, a qualidade estética e funcional para além da estrutural, questionar as necessidades actuais de desenvolvimento e, porque não, procurar gerar alguma riqueza para que possa servir da melhor forma a Engenharia. Não apenas à custa das quotas pagas mas recorrendo a serviços prestados ao sector, principalmente através da vasta informação e bases de dados que possui. Um investimento num portal para apoio e serviços seria, por exemplo, rapidamente rentabilizado.
Acresce ainda a necessidade de referir que a Ordem dos Engenheiros zela pela imagem dos próprios Engenheiros. É ela que garante a sua posição na sociedade e a sua importância no mercado. E parece-me que essa não tem vindo a ser estimulada: os Engenheiros Civis são hoje menos reconhecidos que antigamente, os Engenheiros Informáticos são muitas vezes confundidos com técnicos de informática, e outros exemplos poderiam ser dados com facilidade. A imagem da Engenharia Portuguesa no estrangeiro deveria também ser favorecida pela intervenção da Ordem.

A meu ver a Engenharia deve, antes de mais, ser vista como uma forma de pensar e intervir na sociedade e por isso a Ordem, antes de defender a continuidade da profissão, deve pensar a Engenharia.
.
.
.
Antonio Aguiar da Costa

quinta-feira, junho 07, 2007

Imaginar a mobilidade 2

.
.
O investimento público em transporte deve ser feito em infraestruturas pensadas à imagem de cada um de nós. Deve ter em consideração o ambiente e o conforto de todos. Deve constituir um compromisso social, que responsabilize cada cidadão.
A complexidade da sociedade deve ser encarada com lucidez. Analisar o serviço de transportes actual representa uma aproximação à falta de compreensão da natureza humana. Será alguma vez possível existir um serviço de transporte que possibilite a liberdade e flexibilidade que cada um de nós gostaria de ter?
O assunto do dia é exactamente o ambiente e as crescentes exigências de conforto. Diminuir a poluição atmosférica e sonora é um dos objectivos da sensibilização para o uso de transportes. Resta saber se, no limite, o impacto dos transportes urbanos actuais é tão diminuto quanto o desejado.
Imaginemos que amanhã todos utilizariamos o serviço de transportes que existe actualmente. Óbviamente ter-se-ia que aumentar a capacidade dos equipamentos existentes e a sua frequência. Mas será que neste panorama a poluição e o impacto sobre o meio seria tão reduzido quanto o desejado?
No meu esforço por imaginar a mobilidade urbana surge-me o pensamento de que a sociedade deve ser encarada através da sua complexidade e deve pensar-se com a ousadia de permitir emergir a inovação.
A necessidade de liberdade e flexibilidade deve ser uma prioridade. Por outro lado, a estratégia deve cair sobre a concepção de um sistema que permita a curto prazo a diminuição evidente dos impactos. É neste contexto que surge o segway (ver imagem acima). Pensemos: será mais fácil desenvolver veículos ecológicos eficientes de pequenas dimensões ou de grandes dimensões? A resposta parece simples. Os de pequenas dimensões parecem ter maiores potencialidades de eficiência. E quanto à flexibilidade e liberdade? O segway parece-me também um transporte adequado.
Claro que os percursos mais longos não são possíveis de fazer com o segway. É aqui que entram os transportes de maiores dimensões, que devem permitir o transporte dos próprios segways e devem ter percursos axiais, sem grandes ramificações, ligando pontos com raios de abrangência de cerca de 3 km.
As infraestruturas deveriam então ser alteradas para que fosse possível a facil circulação destes veículos individuais. Estimular o seu uso começa exactamente pela criação de infraestruturas de mobilidade. Era aqui que queria chegar. O sistema publico de transportes deve focalizar o seu investimento na criação de plataformas de mobilidade que ousem alterar os preconceitos actuais de transporte e estimulem novas formas de deslocação.
Poderíamos pensar, porque será que ninguém se desloca em bicicleta nas principais cidades do País? Será que a culpa é da tão citada morfologia do terreno? Se assim é então o segway terá naturalmente sucesso.
.

.
António Aguiar da Costa

segunda-feira, maio 28, 2007

Imaginar a mobilidade

Os transportes urbanos estão a ficar desadequados às exigências actuais.
No contexto ambiental, por exemplo, observe-se os autocarros, verdadeiros monstros por entre ruas estreitas estremecendo a calçada e emitindo decibéis extrovertidamente, naturalmente desadequados aos limites de conforto cada vez, teoricamente, mais apertados e aos objectivos de redução da poluição emitida.

Os seus percursos, quanto a mim demasiado longos, obrigam a que as dimensões dos autocarros sejam grandes o suficiente para que correspondam às necessidades de transporte dentro das suas amplas áreas de influência.

Parece natural que quanto maior o percurso a servir, maior será a possibilidade de atrasos ou a incerteza destes. Gerir horários obriga a que seja gerida também a incerteza de os cumprir. Para mim, também este deve ser um critério para projectar os percursos a servir e um argumento para a redução dos percursos.

Estou definitivamente do lado dos percursos menos abrangentes, mas obrigando possivelmente a mais trocas por parte dos utilizadores. Apesar de menos confortáveis estas trocas deveriam ser feitas em terminais adequados que constituíam os pontos de ligação entre os percursos.

Sendo mais curto o percurso torna-se possível aumentar a frequência com maior facilidade até porque os autocarros a utilizar seriam mais pequenos. Veja-se que, actualmente, aumentar a frequência dos autocarros provoca impactos consideráveis no meio e no trânsito da cidade.

Caminharíamos então para um conceito de transportes satélite que abrangeriam, por exemplo, bairros, no limite, até apenas determinadas ruas. Tornavam-se transportes mais pessoais, mais previsíveis e até mais familiares.

A par desta medida eliminaria o trânsito dentro dos bairros, pelo menos os mais antigos e menos adequados ao trânsito intenso, permitiria a deslocação gratuita dos moradores do bairro/zona dentro do seu próprio bairro/zona. O pagamento seria apenas feito a partir do momento em que os limites de transporte do bairro fossem ultrapassados. Julgo que desta forma se introduziria um hábito de utilização do transporte e assim uma maior utilização global deste tipo deslocação.
Ganharia o meio e cada um de nós.
.
.
António Aguiar da Costa
.
.

terça-feira, maio 22, 2007

Energia nos Edifícios - parte 1 de 2

Mais informações aqui

Energia nos Edifícios - parte 2 de 2

Estado é quem mais investe nos SIG

Além das instituições estatais, também as empresas de telecomunicações, banca e utilities começam a recorrer aos serviços georreferenciados disponibilizados a partir da Internet.
Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão e servem de complemento a várias outras aplicações, como sistemas de gestão integrados, business intelligence ou aplicações customer relationship management.

Das inúmeras vantagens que se podem enumerar à utilização dos SIG, a valorização da informação sobre o território nacional para a criação ou implementação de legislação nas mais diversas áreas é um dos factores de destaque. É importante que um Estado conheça a realidade do seu território ao detalhe. Só desta forma é que em muitas situações é possível actuar em conformidade com o interesse público.


Talvez por reconhecer a importância dos metadados é que, em finais de Novembro de 2006, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo sobre a directiva INSPIRE (Infrastructure for Spatial InfoRmation in Europe). Através desta directiva comunitária pretende-se promover a disponibilização de informação de natureza espacial, capaz de ser utilizada na formulação, implementação e avaliação das políticas da União Europeia. Por isso, o INSPIRE estabelece um enquadramento legal para a criação gradual e harmonizada de uma infra-estrutura europeia de informação geográfica. Esta iniciativa incide, numa primeira fase, nas necessidades de informação geográfica para políticas ambientais. Ao tratar-se de uma iniciativa de natureza intersectorial, a Comissão Europeia acredita que a sua aplicação irá expandir-se gradualmente para outros sectores de actividade – como a agricultura ou os transportes – à medida que outros serviços da Comissão passem a participar na iniciativa.Ao abrigo da directiva INSPIRE, a informação geográfica proveniente de diferentes fontes deve poder ser combinada de forma transparente, através de todo o território europeu, e partilhada por diversos utilizadores e aplicações. O Sistema de Informação Geográfica Nacional (SIGN) defende que essa informação deve ser partilhada a vários níveis para permitir a análise detalhada e geral dos dados para objectivos estratégicos. A informação geográfica de suporte à actividade governamental, a todos os níveis, deverá ser abundante e disponível sob condições que não restrinjam o seu uso generalizado.Segundo as regras propostas pela directiva INSPIRE, os dados geográficos disponíveis têm de ser facilmente identificáveis, devendo permitir realizar uma análise rápida à sua adequabilidade para um determinado uso, bem como as respectivas condições de acesso e utilização. Nesse sentido, a informação geográfica deve tornar-se cada vez mais perceptível e fácil de interpretar por se encontrar devidamente documentada e por poder ser visualizada no contexto adequado, ou seja, de forma amigável para o utilizador.



Simbiose entre Tecnologias de Informação e a Gestão no seio das organizações

Conway (1968) desenvolveu aquela que se tornou conhecida como a Conway’s law, que argumenta que as organizações que desenvolvem sistemas de informação são induzidas a fazê-lo de acordo com a comunicação interna da própria organização.

Ao mesmo tempo Conway alerta que, provavelmente, o factor que está por trás de grande número de sistemas de comunicação mal projectados é o mau desenho das próprias organizações.



No mesmo artigo, Conway realça ainda a importância de desintegrar o sistema e de fragmentar a estrutura de comunicação da organização, no sentido de simplificar e segregar canais de comunicação. Ao mesmo tempo, admitindo o carácter dinâmico dos sistemas, salienta a flexibilidade como um conceito chave dos sistemas.
Neste raciocínio a modulação surge como uma ferramenta importante na gestão e desenvolvimento de sistemas, ainda que inicialmente aplicado ao desenvolvimento do software propriamente dito (Parnas, 1972).


Posteriormente, o conceito de modulação tem sido aplicado à gestão de projectos, como uma técnica de gerir a complexidade dos sistemas (Langlois, 2002; Baldwin e Clark, 2006). O conceito de sistemas complexos e modulação surge tanto no âmbito das TI como da gestão de grandes projectos, como é o caso da Construção, sendo uma das ferramentas de modulação mais referidas a Design Structure Matrix (Sullivan et al., 2001; oloufa et al., 2004; Bjornfot e Stehn, 2007).


Sendo a gestão de projectos, na sua essência, um esforço organizacional (Winch, 2003) e o bom desempenho de um sistema de informação, de acordo com Conway, depender muito da organização inerente a esse sistema, parece então haver um paralelismo grande entre a modulação do sistema e a modulação da organização, e consequentemente entre a complexidade do sistema e da organização a que se refere.

Assim a criação de um sistema de informação exige um esforço de análise organizacional sensibilizada pela gestão de projectos e pela inevitável simplificação consciente da realidade.


António Aguiar da Costa


Referências:


-Baldwin, Carliss Y.; Clark, Kim B. (2004) Modularity in the design of Complex Engineering Systems, Complex Engineered Systems: Science meets Technology, Springer

-Bjornfot, Anders; Sthen, Lars (2007) A design structural matrix approach displaying structural and assembly requirements in construction: a timber case study, Journal of Engineering Design, Vol. 18. No.2, Taylor & Francis Ltd

-Conway, Melvin E. (1968) How do committees Invent?, Datamation magazine, Vol. 14, No. 4
-Langlois, Richard N. (2002) Modularity in technology and organization, Journal of Economic Behaviour & Organization, Vol. 49, 19-37, Elsevier

-Oloufa, Amr A. et al. (2004) Using DSM for modeling information flow in construction design projects, Civil Engineering and Environmental Systems Vol. 21, No.2, pp. 105-125 Taylor & Francis Ltd

-Parnas, D. L. (1972) On the criteria to be used in decomposing systems into modules, Communications of the ACM, Vol. 15, No.12

-Sullivan, Kevin J. et al. (2001) The structure and value of modularity in Software design, Proceedings of the 8th Europeans Software Engineering Conference, Vienna, Austria

-Winch, Graham M. (2003) Models of manufacturing and the construction process: the genesis of re-engineering construction, Building Research & Information, Taylor & Francis Ltd

segunda-feira, maio 21, 2007

Exclusividade pública

A investigação científica e as universidades estão demasiado afastadas da sociedade e do mundo empresarial. Portugal sente isso.
A opinião pública proclama a necessidade de fundir a dinâmica empresarial com a minúcia e criatividade dos investigadores. Ao mesmo tempo as Universidades tentam acomodar-se à agressividade da nova sociedade e pressentem a inevitabilidade de se inserirem no mercado e desse modo se tornarem auto sustentáveis.
Existe, no entanto, uma distância grande entre a vontade e a acção. Entre o objectivo e o rumo a tomar.
Portugal espera sempre que alguém consiga encontrar uma solução. No entanto será talvez altura para encararmos o problema e começarmos a pensar em pequenas mudanças estruturais, em pequenos passos. Estes sim permitirão ultrapassar as dificuldades.
Um dos pequenos passos que proponho é a eliminação dos contratos de exclusividade dos investigadores e docentes. E digo mais, a remuneração deve considerar incentivos ao empreededorismo e à colaboração entre todos. Deve estimular-se a criação de redes de conhecimento e a criação de produtos, empresas e negócios. Contratar investigadores e obrigá-los a dedicarem-se exclusivamente à investigação é, inevitavelmente, retirar-lhes a possibilidade de empreender, de contribuir para a sociedade de uma forma dinâmica e moderna.
António Aguiar da Costa

segunda-feira, abril 23, 2007

Ligações à rede eléctrica


Enquanto a temática das ligações à rede para fornecimento de energia não é ainda muito clara, apresentando-se pouco consistente em termos práticos, aqui ficam algumas perguntas e respostas que podem contribuir para divulgar o assunto.


Instalações de ligação à rede - o que são?

São instalações fotovoltáicas ligadas directamente à rede pública de distribuição (REN). Toda a energia produzida é injectada directamente na rede. Podem ser ligadas à rede de Baixa Tensão, se a potência instalada for inferior a 100KWp.

Posso vender à EDP a energia injectada na rede?

Sim. Primeiro deverá obter a licença de Produção em Regime Especial, na Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE). O processo de obtenção desta licença é regulado pelo DL 312/2001.

Posso consumir a energia produzida e vender apenas o excesso?

Pode, mas este sistema de productor/consumidor tem uma remuneração muito baixa (± 0,30 €/KWh). Investimentos na ordem de 30.000,00 € para uma potência de 5 KW nunca são amortizados em menos de 30 anos, contando com os preços de compra no mercado actual.
Deve vender a totalidade da energia produzida. A instalação de consumo mantém-se inalterada. As suas necessidades de consumo devem ser satisfeitas pela rede pública.
Também não existe "acerto" de facturas. Paga a factura de consumo na totalidade e envia uma
factura relativa à energia injectada na rede.

Um condomínio pode ser proprietário de um sistema "grid connected"?
Sim. Os condomínios são entidades com "corpo" jurídico e fiscal.

Por que preço é que a EDP me compra a energia? Durante quanto tempo?
Depois de obtida a licença de produção em Regime Especial, já está em condições d celebrar o contrato com a EDP. O preço de venda à EDP é regulado pelo DL 168/99, com as alterações previstas no DL 339-C/2001 e mais recentemente no DL 33-A/2005.Para instalações até 5KWp, o preço actual do KWh é de ± 0,56 Euro. Este valor é actualizado mensalmente, de acordo com o IPC (no continente, sem habitação). Os contratos têm limitação de 15 anos,
sendo negociados novamente depois deste período.

Qual é o tempo de vida útil de uma instalação "grid connected"?
No mínimo, 20 anos. Este é o valor considerado quando se pretende quantificar a valia económica destes equipamentos. No entanto, é consensual entre os especialistas nesta área que um sistema fotovoltáico "grid connected" poderá durar pelo menos 40 anos. A maioria dos fabricantes de módulos garante o seu funcionamento por, pelo menos, 20 anos.

Que cuidados é preciso ter? E necessária manutenção periódica?
Não são necessários cuidados especiais. O sistema não possui peças móveis, pelo que a manutenção é mínima ou inexistente. O único "trabalho" consiste em fazer a leitura do contador
- no último dia de cada mês - e enviar a factura à EDP.

Em quanto tempo se recupera o investimento inicial?
O preço de referência de uma instalação "grid connected" é de 6 Eur / Wp. Em Portugal pode produzir até 1500KWh / KWp instalado. Em menos de 7 anos terá recuperado o seu dinheiro.

quarta-feira, abril 18, 2007

Casas vão ter certificado de eficiência energética obrigatório

Já a partir de Julho, todos os novos edifícios com mais de 1.000 metros quadrados (m2) só poderão ser licenciados e construídos mediante declaração de conformidade regulamentar com a nova lei de eficiência energética dos edifícios revela o director-geral da Direcção Geral de Geologia e Energia, Miguel Barreto, em entrevista ao Jornal de Negócios.

A partir de 2009, esta exigência vai ser alargada a todas as casas, mesmo as mais antigas, construídas antes da nova legislação. "Quando uma pessoa quiser vender ou arrendar uma casa, vai ter de ter um certificado energético, que vai influenciar o valor do imóvel", explica o responsável, esclarecendo que "quem compra ou arrenda vai passar a saber se é uma casa do tipo A, B, C ou D, ou seja, quanto é que consome de energia, numa lógica semelhante à actual dos frigoríficos e outros equipamentos domésticos".

A nova lei vem substituir os regulamentos em vigor desde 1989, que é considerada pela DGGE como avançada, mas que não era controlada, devido à falta de mecanismos e formas de fiscalização. "Agora tornaram-se os critérios de regulamentação mais exigentes e criou-se um sistema de certificação para determinar se essa casa cumpre ou não os requisitos", precisa.

sexta-feira, abril 13, 2007

Inteligência colectiva no seio da complexidade


Já há muito se diz que a união faz a força. O que não se diz tanto é que esta força pode ser bem maior que a soma das partes.
Esta sinergia reside essencialmente na existência de uma inteligência colectiva, na capacidade de auto-aprendizagem das organizações e de certa forma na teoria evolucionista que deve abranger a organização no seu todo.

Actualmente, com o surgimento da teoria da complexidade, que encara a maior parte das organizações como sistemas complexos que, à semelhança da natureza, são caracterizados por situações imprevisíveis, iterativas, muitas vezes caóticas e sem padrões aparentes e muito dependentes da psicologia das organizações, tem surgido maior preocupação pela análise da complexidade das organizações e pela gestão em complexidade.

Deve realçar-se que é inevitável a consideração do factor social no seio das organizações. Uma qualquer empresa que possua profissionais na sua estrutura não pode ser gerida como uma simples máquina. Esta é, aliás, uma das principais críticas à tão elogiada técnica de gestão lean production, responsável pela produtividade e eficiência do sector automóvel japonês. A elaboração de um sistema de produção tão perfeito em termos de mecanização, automatização e linearidade transformou os intervenientes humanos em peças sem liberdade criativa, social ou emocional, e acima de tudo nas únicas peças da máquina que falham. Uma pesada responsabilidade, a constante tentativa de tentar atingir o desempenho da máquina. Nos últimos anos o Japão tem sentido a fragilidade desta filosofia de gestão através dos inúmeros casos de problemas sociais no seio das empresas.

A tudo isto acrescenta-se o surgimento explosivo das tecnologias da informação, que têm mudado o funcionamento do mundo, transformado a sociedade e a os conceitos de desenvolvimento e evolução. Deve notar-se a este respeito que hoje a gestão do conhecimento, a criatividade e o desempenho organizacional começam a sobressair relativamente às produções massivas e automatizadas. Talvez seja possível arriscar que nos próximos anos esta tendência acentuar-se-á.
Aproveitar ao máximo o conhecimento, a colaboração, a interactividade num contexto de dinamismo e intensidade requer então um sistema menos automático mas mais explosivo, com as suas instabilidades mas atingindo desempenhos colectivos a níveis máximos. A complexidade deste sistemas é evidente. A necessidade de encarar como uma evidência á inevitável.

Ao longo dos anos testemunhamos constantes simplificações em tudo o que apresentava complexidade. Esta forma de encarar os problemas sempre serviu perfeitamente as necessidades de se obterem desempenhos cada vez melhores.
Acho que se pode dizer que hoje em dia a melhoria de desempenho que se pretende atingir apresenta um problema grande: o de eliminar todas as simplificações feitas e encarar a sua complexidade como potencialidade do sistema.

Antonio Aguiar da Costa

quarta-feira, abril 11, 2007

Adobe Acrobat 3D

A 3ª dimensão faz definitivamente parte do presente da informação digital. O desafio agora é introduzir a 4ª dimensão, o tempo, criando-se modelos dinâmicos interactivos cada vez mais próximos da realidade.

Neste contexto a Adobe, empresa criadora do reconhecido formato pdf, introduziu uma interessante inovação que vai de encontro precisamente a esta tendência de globalização da 3ª e 4ª dimensão da informação digital.

A respeito desta inovação a Adobe apresenta um exemplo de aplicação desta inovação
aqui ou aqui.

Para mais informações recomendo a visita ao site da
Adobe Acrobat 3D.

quarta-feira, abril 04, 2007

Imagem solta


Praga - Dancing House (Architect Frank Gehry)

As maiores pontes do Mundo

Quem tiver curiosidade pode ir dar uma espreitadela ao ranking das maiores do Mundo. Clicar aqui.

terça-feira, abril 03, 2007

Portugal gera 4,4 milhões de toneladas de resíduos de construção

Perto de um terço (32 por cento) de todos os resíduos produzidos anualmente nos países da União Europeia (UE) provêm da construção e demolição de imóveis.
A revelação, feita esta segunda-feira pelo ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Francisco Nunes Correia, surgiu durante o lançamento do livro «Ambiente e Construção Saudável», da autoria de Francisco Nunes Correia, que decorreu em Lisboa.
De acordo com o responsável pela pasta do Ambiente, estes 32% de resíduos representam 100 milhões de toneladas por ano, sendo que Portugal produz 4,4 milhões de toneladas
«Podem-se considerar resíduos banais, mas parte desses resíduos ainda hoje são colocados em despejos ilegais», acrescentou o ministro.
«A reciclagem pode reduzir em 10% este valor de resíduos, mas na UE apenas se reciclam 25% face a todo o seu potencial e em Portugal este valor é ainda mais baixo», sublinhou Francisco Nunes Correia.
O ministro defendeu também a importância da componente ambiental em todos os processos de construção de imóveis: «Esta temática não tem tido o destaque que merece. Dá-se relevância aos estudos de impacto ambiental, mas não se aproxima o ambiente no contexto da indústria de construção», reconheceu o ministro do Ambiente.