sábado, junho 30, 2007

Segway

Ainda sobre os Segway:

http://www.ipl.pt/politecnia/n10/segway.pdf

http://www.apve.pt/upload/docs/exame_inf_05_2004.pdf

O Segway já está em Portugal para ser testado pela AVPE (Associação Portuguesa do Veículo Eléctrico) e para que se consiga regulamentar a sua circulação nas vias públicas. Com dois cavalos, controlo do movimento das rodas e vários microprocessadores, o veículo do século XXI não polui e promete mudar os hábitos de mobilidade dentro dos grandes pólos urbanos, apresentando actualmente um preço de cerca de 5.500 euros.

quarta-feira, junho 20, 2007

Embate de barco colapsa ponte

Notícia enviada para o SmartEngineering por Horácio Luís Baptista

Um troço de 200 metros da ponte Jiujiang, no sul da China, desabou depois do choque de um navio.
No momento em que o acidente ocorreu, a visibilidade era fraca por causa de nevoeiro.


sábado, junho 16, 2007

A questão ambiental

Expresso, 16 de junho de 2007 : "1/5 dos esgotos de Lisboa vão directos para o Tejo"
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Esta notícia levou-me a pensar no Aeroporto de Lisboa. A questão da avaliação do impacto ambiental não pode, quanto a mim, ser feita independentemente da situação ambiental global do país.
Isto é, que interessa ter um aeroportorto super optimizado em termos ambientais, e que por isso levou a gastos adicionais de milhões de euros, quando os esgotos de 1/5 da população de Lisboa ainda vão para o Tejo? Será que devemos encarar cada nova obra como um começar de novo ou como uma decisão envolvida pelo contexto presente?
Quanto a mim deve existir uma continuidade estratégica na avaliação ambiental e um reconhecimento de que o dinheiro permite efectivamente reconversões importantes do passado e por isso o peso de impactos presentes pode ser atenuado por melhoramentos significativos de outros impactos já existentes.
Assim, se uma opção de projecto pode significar a destruição de alguns hectares de sobreiros, por exemplo, o que me parece honesto avaliar é se o dinheiro poupado nesta opção permite trazer uma futura mais valia ambiental superior ao impacto criado, mesmo que não directamente relacionado.
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Antonio Aguiar da Costa

sexta-feira, junho 15, 2007

Ordem dos Engenheiros


A Ordem dos Engenheiros é a grande responsável pela acreditação técnica dos Engenheiros em Portugal. Quer isto dizer que zela pelos interesses de todos garantindo a qualidade da Engenharia praticada. Mas será que este tem tido um papel suficiente no que diz respeito à representação da Engenharia?

A existência de uma entidade como a Ordem deveria, quanto a mim, ultrapassar um pouco mais esta posição. Parece-me que garantir a qualidade não chega pois a necessidade de qualidade é dia após dia mais exigente e deve, dia após dia, ser estimulada. É neste sentido que a Ordem deve também actuar, delineando estratégias de sensibilização dos Engenheiros, através de formações gerais em áreas que considera estruturantes ou através de intervenções consistentes e contínuas na sociedade.
Encarar a sustentabilidade, a qualidade estética e funcional para além da estrutural, questionar as necessidades actuais de desenvolvimento e, porque não, procurar gerar alguma riqueza para que possa servir da melhor forma a Engenharia. Não apenas à custa das quotas pagas mas recorrendo a serviços prestados ao sector, principalmente através da vasta informação e bases de dados que possui. Um investimento num portal para apoio e serviços seria, por exemplo, rapidamente rentabilizado.
Acresce ainda a necessidade de referir que a Ordem dos Engenheiros zela pela imagem dos próprios Engenheiros. É ela que garante a sua posição na sociedade e a sua importância no mercado. E parece-me que essa não tem vindo a ser estimulada: os Engenheiros Civis são hoje menos reconhecidos que antigamente, os Engenheiros Informáticos são muitas vezes confundidos com técnicos de informática, e outros exemplos poderiam ser dados com facilidade. A imagem da Engenharia Portuguesa no estrangeiro deveria também ser favorecida pela intervenção da Ordem.

A meu ver a Engenharia deve, antes de mais, ser vista como uma forma de pensar e intervir na sociedade e por isso a Ordem, antes de defender a continuidade da profissão, deve pensar a Engenharia.
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Antonio Aguiar da Costa

quinta-feira, junho 07, 2007

Imaginar a mobilidade 2

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O investimento público em transporte deve ser feito em infraestruturas pensadas à imagem de cada um de nós. Deve ter em consideração o ambiente e o conforto de todos. Deve constituir um compromisso social, que responsabilize cada cidadão.
A complexidade da sociedade deve ser encarada com lucidez. Analisar o serviço de transportes actual representa uma aproximação à falta de compreensão da natureza humana. Será alguma vez possível existir um serviço de transporte que possibilite a liberdade e flexibilidade que cada um de nós gostaria de ter?
O assunto do dia é exactamente o ambiente e as crescentes exigências de conforto. Diminuir a poluição atmosférica e sonora é um dos objectivos da sensibilização para o uso de transportes. Resta saber se, no limite, o impacto dos transportes urbanos actuais é tão diminuto quanto o desejado.
Imaginemos que amanhã todos utilizariamos o serviço de transportes que existe actualmente. Óbviamente ter-se-ia que aumentar a capacidade dos equipamentos existentes e a sua frequência. Mas será que neste panorama a poluição e o impacto sobre o meio seria tão reduzido quanto o desejado?
No meu esforço por imaginar a mobilidade urbana surge-me o pensamento de que a sociedade deve ser encarada através da sua complexidade e deve pensar-se com a ousadia de permitir emergir a inovação.
A necessidade de liberdade e flexibilidade deve ser uma prioridade. Por outro lado, a estratégia deve cair sobre a concepção de um sistema que permita a curto prazo a diminuição evidente dos impactos. É neste contexto que surge o segway (ver imagem acima). Pensemos: será mais fácil desenvolver veículos ecológicos eficientes de pequenas dimensões ou de grandes dimensões? A resposta parece simples. Os de pequenas dimensões parecem ter maiores potencialidades de eficiência. E quanto à flexibilidade e liberdade? O segway parece-me também um transporte adequado.
Claro que os percursos mais longos não são possíveis de fazer com o segway. É aqui que entram os transportes de maiores dimensões, que devem permitir o transporte dos próprios segways e devem ter percursos axiais, sem grandes ramificações, ligando pontos com raios de abrangência de cerca de 3 km.
As infraestruturas deveriam então ser alteradas para que fosse possível a facil circulação destes veículos individuais. Estimular o seu uso começa exactamente pela criação de infraestruturas de mobilidade. Era aqui que queria chegar. O sistema publico de transportes deve focalizar o seu investimento na criação de plataformas de mobilidade que ousem alterar os preconceitos actuais de transporte e estimulem novas formas de deslocação.
Poderíamos pensar, porque será que ninguém se desloca em bicicleta nas principais cidades do País? Será que a culpa é da tão citada morfologia do terreno? Se assim é então o segway terá naturalmente sucesso.
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António Aguiar da Costa

segunda-feira, maio 28, 2007

Imaginar a mobilidade

Os transportes urbanos estão a ficar desadequados às exigências actuais.
No contexto ambiental, por exemplo, observe-se os autocarros, verdadeiros monstros por entre ruas estreitas estremecendo a calçada e emitindo decibéis extrovertidamente, naturalmente desadequados aos limites de conforto cada vez, teoricamente, mais apertados e aos objectivos de redução da poluição emitida.

Os seus percursos, quanto a mim demasiado longos, obrigam a que as dimensões dos autocarros sejam grandes o suficiente para que correspondam às necessidades de transporte dentro das suas amplas áreas de influência.

Parece natural que quanto maior o percurso a servir, maior será a possibilidade de atrasos ou a incerteza destes. Gerir horários obriga a que seja gerida também a incerteza de os cumprir. Para mim, também este deve ser um critério para projectar os percursos a servir e um argumento para a redução dos percursos.

Estou definitivamente do lado dos percursos menos abrangentes, mas obrigando possivelmente a mais trocas por parte dos utilizadores. Apesar de menos confortáveis estas trocas deveriam ser feitas em terminais adequados que constituíam os pontos de ligação entre os percursos.

Sendo mais curto o percurso torna-se possível aumentar a frequência com maior facilidade até porque os autocarros a utilizar seriam mais pequenos. Veja-se que, actualmente, aumentar a frequência dos autocarros provoca impactos consideráveis no meio e no trânsito da cidade.

Caminharíamos então para um conceito de transportes satélite que abrangeriam, por exemplo, bairros, no limite, até apenas determinadas ruas. Tornavam-se transportes mais pessoais, mais previsíveis e até mais familiares.

A par desta medida eliminaria o trânsito dentro dos bairros, pelo menos os mais antigos e menos adequados ao trânsito intenso, permitiria a deslocação gratuita dos moradores do bairro/zona dentro do seu próprio bairro/zona. O pagamento seria apenas feito a partir do momento em que os limites de transporte do bairro fossem ultrapassados. Julgo que desta forma se introduziria um hábito de utilização do transporte e assim uma maior utilização global deste tipo deslocação.
Ganharia o meio e cada um de nós.
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António Aguiar da Costa
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terça-feira, maio 22, 2007

Energia nos Edifícios - parte 1 de 2

Mais informações aqui

Energia nos Edifícios - parte 2 de 2

Estado é quem mais investe nos SIG

Além das instituições estatais, também as empresas de telecomunicações, banca e utilities começam a recorrer aos serviços georreferenciados disponibilizados a partir da Internet.
Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão e servem de complemento a várias outras aplicações, como sistemas de gestão integrados, business intelligence ou aplicações customer relationship management.

Das inúmeras vantagens que se podem enumerar à utilização dos SIG, a valorização da informação sobre o território nacional para a criação ou implementação de legislação nas mais diversas áreas é um dos factores de destaque. É importante que um Estado conheça a realidade do seu território ao detalhe. Só desta forma é que em muitas situações é possível actuar em conformidade com o interesse público.


Talvez por reconhecer a importância dos metadados é que, em finais de Novembro de 2006, o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu chegaram a um acordo sobre a directiva INSPIRE (Infrastructure for Spatial InfoRmation in Europe). Através desta directiva comunitária pretende-se promover a disponibilização de informação de natureza espacial, capaz de ser utilizada na formulação, implementação e avaliação das políticas da União Europeia. Por isso, o INSPIRE estabelece um enquadramento legal para a criação gradual e harmonizada de uma infra-estrutura europeia de informação geográfica. Esta iniciativa incide, numa primeira fase, nas necessidades de informação geográfica para políticas ambientais. Ao tratar-se de uma iniciativa de natureza intersectorial, a Comissão Europeia acredita que a sua aplicação irá expandir-se gradualmente para outros sectores de actividade – como a agricultura ou os transportes – à medida que outros serviços da Comissão passem a participar na iniciativa.Ao abrigo da directiva INSPIRE, a informação geográfica proveniente de diferentes fontes deve poder ser combinada de forma transparente, através de todo o território europeu, e partilhada por diversos utilizadores e aplicações. O Sistema de Informação Geográfica Nacional (SIGN) defende que essa informação deve ser partilhada a vários níveis para permitir a análise detalhada e geral dos dados para objectivos estratégicos. A informação geográfica de suporte à actividade governamental, a todos os níveis, deverá ser abundante e disponível sob condições que não restrinjam o seu uso generalizado.Segundo as regras propostas pela directiva INSPIRE, os dados geográficos disponíveis têm de ser facilmente identificáveis, devendo permitir realizar uma análise rápida à sua adequabilidade para um determinado uso, bem como as respectivas condições de acesso e utilização. Nesse sentido, a informação geográfica deve tornar-se cada vez mais perceptível e fácil de interpretar por se encontrar devidamente documentada e por poder ser visualizada no contexto adequado, ou seja, de forma amigável para o utilizador.



Simbiose entre Tecnologias de Informação e a Gestão no seio das organizações

Conway (1968) desenvolveu aquela que se tornou conhecida como a Conway’s law, que argumenta que as organizações que desenvolvem sistemas de informação são induzidas a fazê-lo de acordo com a comunicação interna da própria organização.

Ao mesmo tempo Conway alerta que, provavelmente, o factor que está por trás de grande número de sistemas de comunicação mal projectados é o mau desenho das próprias organizações.



No mesmo artigo, Conway realça ainda a importância de desintegrar o sistema e de fragmentar a estrutura de comunicação da organização, no sentido de simplificar e segregar canais de comunicação. Ao mesmo tempo, admitindo o carácter dinâmico dos sistemas, salienta a flexibilidade como um conceito chave dos sistemas.
Neste raciocínio a modulação surge como uma ferramenta importante na gestão e desenvolvimento de sistemas, ainda que inicialmente aplicado ao desenvolvimento do software propriamente dito (Parnas, 1972).


Posteriormente, o conceito de modulação tem sido aplicado à gestão de projectos, como uma técnica de gerir a complexidade dos sistemas (Langlois, 2002; Baldwin e Clark, 2006). O conceito de sistemas complexos e modulação surge tanto no âmbito das TI como da gestão de grandes projectos, como é o caso da Construção, sendo uma das ferramentas de modulação mais referidas a Design Structure Matrix (Sullivan et al., 2001; oloufa et al., 2004; Bjornfot e Stehn, 2007).


Sendo a gestão de projectos, na sua essência, um esforço organizacional (Winch, 2003) e o bom desempenho de um sistema de informação, de acordo com Conway, depender muito da organização inerente a esse sistema, parece então haver um paralelismo grande entre a modulação do sistema e a modulação da organização, e consequentemente entre a complexidade do sistema e da organização a que se refere.

Assim a criação de um sistema de informação exige um esforço de análise organizacional sensibilizada pela gestão de projectos e pela inevitável simplificação consciente da realidade.


António Aguiar da Costa


Referências:


-Baldwin, Carliss Y.; Clark, Kim B. (2004) Modularity in the design of Complex Engineering Systems, Complex Engineered Systems: Science meets Technology, Springer

-Bjornfot, Anders; Sthen, Lars (2007) A design structural matrix approach displaying structural and assembly requirements in construction: a timber case study, Journal of Engineering Design, Vol. 18. No.2, Taylor & Francis Ltd

-Conway, Melvin E. (1968) How do committees Invent?, Datamation magazine, Vol. 14, No. 4
-Langlois, Richard N. (2002) Modularity in technology and organization, Journal of Economic Behaviour & Organization, Vol. 49, 19-37, Elsevier

-Oloufa, Amr A. et al. (2004) Using DSM for modeling information flow in construction design projects, Civil Engineering and Environmental Systems Vol. 21, No.2, pp. 105-125 Taylor & Francis Ltd

-Parnas, D. L. (1972) On the criteria to be used in decomposing systems into modules, Communications of the ACM, Vol. 15, No.12

-Sullivan, Kevin J. et al. (2001) The structure and value of modularity in Software design, Proceedings of the 8th Europeans Software Engineering Conference, Vienna, Austria

-Winch, Graham M. (2003) Models of manufacturing and the construction process: the genesis of re-engineering construction, Building Research & Information, Taylor & Francis Ltd

segunda-feira, maio 21, 2007

Exclusividade pública

A investigação científica e as universidades estão demasiado afastadas da sociedade e do mundo empresarial. Portugal sente isso.
A opinião pública proclama a necessidade de fundir a dinâmica empresarial com a minúcia e criatividade dos investigadores. Ao mesmo tempo as Universidades tentam acomodar-se à agressividade da nova sociedade e pressentem a inevitabilidade de se inserirem no mercado e desse modo se tornarem auto sustentáveis.
Existe, no entanto, uma distância grande entre a vontade e a acção. Entre o objectivo e o rumo a tomar.
Portugal espera sempre que alguém consiga encontrar uma solução. No entanto será talvez altura para encararmos o problema e começarmos a pensar em pequenas mudanças estruturais, em pequenos passos. Estes sim permitirão ultrapassar as dificuldades.
Um dos pequenos passos que proponho é a eliminação dos contratos de exclusividade dos investigadores e docentes. E digo mais, a remuneração deve considerar incentivos ao empreededorismo e à colaboração entre todos. Deve estimular-se a criação de redes de conhecimento e a criação de produtos, empresas e negócios. Contratar investigadores e obrigá-los a dedicarem-se exclusivamente à investigação é, inevitavelmente, retirar-lhes a possibilidade de empreender, de contribuir para a sociedade de uma forma dinâmica e moderna.
António Aguiar da Costa

segunda-feira, abril 23, 2007

Ligações à rede eléctrica


Enquanto a temática das ligações à rede para fornecimento de energia não é ainda muito clara, apresentando-se pouco consistente em termos práticos, aqui ficam algumas perguntas e respostas que podem contribuir para divulgar o assunto.


Instalações de ligação à rede - o que são?

São instalações fotovoltáicas ligadas directamente à rede pública de distribuição (REN). Toda a energia produzida é injectada directamente na rede. Podem ser ligadas à rede de Baixa Tensão, se a potência instalada for inferior a 100KWp.

Posso vender à EDP a energia injectada na rede?

Sim. Primeiro deverá obter a licença de Produção em Regime Especial, na Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE). O processo de obtenção desta licença é regulado pelo DL 312/2001.

Posso consumir a energia produzida e vender apenas o excesso?

Pode, mas este sistema de productor/consumidor tem uma remuneração muito baixa (± 0,30 €/KWh). Investimentos na ordem de 30.000,00 € para uma potência de 5 KW nunca são amortizados em menos de 30 anos, contando com os preços de compra no mercado actual.
Deve vender a totalidade da energia produzida. A instalação de consumo mantém-se inalterada. As suas necessidades de consumo devem ser satisfeitas pela rede pública.
Também não existe "acerto" de facturas. Paga a factura de consumo na totalidade e envia uma
factura relativa à energia injectada na rede.

Um condomínio pode ser proprietário de um sistema "grid connected"?
Sim. Os condomínios são entidades com "corpo" jurídico e fiscal.

Por que preço é que a EDP me compra a energia? Durante quanto tempo?
Depois de obtida a licença de produção em Regime Especial, já está em condições d celebrar o contrato com a EDP. O preço de venda à EDP é regulado pelo DL 168/99, com as alterações previstas no DL 339-C/2001 e mais recentemente no DL 33-A/2005.Para instalações até 5KWp, o preço actual do KWh é de ± 0,56 Euro. Este valor é actualizado mensalmente, de acordo com o IPC (no continente, sem habitação). Os contratos têm limitação de 15 anos,
sendo negociados novamente depois deste período.

Qual é o tempo de vida útil de uma instalação "grid connected"?
No mínimo, 20 anos. Este é o valor considerado quando se pretende quantificar a valia económica destes equipamentos. No entanto, é consensual entre os especialistas nesta área que um sistema fotovoltáico "grid connected" poderá durar pelo menos 40 anos. A maioria dos fabricantes de módulos garante o seu funcionamento por, pelo menos, 20 anos.

Que cuidados é preciso ter? E necessária manutenção periódica?
Não são necessários cuidados especiais. O sistema não possui peças móveis, pelo que a manutenção é mínima ou inexistente. O único "trabalho" consiste em fazer a leitura do contador
- no último dia de cada mês - e enviar a factura à EDP.

Em quanto tempo se recupera o investimento inicial?
O preço de referência de uma instalação "grid connected" é de 6 Eur / Wp. Em Portugal pode produzir até 1500KWh / KWp instalado. Em menos de 7 anos terá recuperado o seu dinheiro.

quarta-feira, abril 18, 2007

Casas vão ter certificado de eficiência energética obrigatório

Já a partir de Julho, todos os novos edifícios com mais de 1.000 metros quadrados (m2) só poderão ser licenciados e construídos mediante declaração de conformidade regulamentar com a nova lei de eficiência energética dos edifícios revela o director-geral da Direcção Geral de Geologia e Energia, Miguel Barreto, em entrevista ao Jornal de Negócios.

A partir de 2009, esta exigência vai ser alargada a todas as casas, mesmo as mais antigas, construídas antes da nova legislação. "Quando uma pessoa quiser vender ou arrendar uma casa, vai ter de ter um certificado energético, que vai influenciar o valor do imóvel", explica o responsável, esclarecendo que "quem compra ou arrenda vai passar a saber se é uma casa do tipo A, B, C ou D, ou seja, quanto é que consome de energia, numa lógica semelhante à actual dos frigoríficos e outros equipamentos domésticos".

A nova lei vem substituir os regulamentos em vigor desde 1989, que é considerada pela DGGE como avançada, mas que não era controlada, devido à falta de mecanismos e formas de fiscalização. "Agora tornaram-se os critérios de regulamentação mais exigentes e criou-se um sistema de certificação para determinar se essa casa cumpre ou não os requisitos", precisa.

sexta-feira, abril 13, 2007

Inteligência colectiva no seio da complexidade


Já há muito se diz que a união faz a força. O que não se diz tanto é que esta força pode ser bem maior que a soma das partes.
Esta sinergia reside essencialmente na existência de uma inteligência colectiva, na capacidade de auto-aprendizagem das organizações e de certa forma na teoria evolucionista que deve abranger a organização no seu todo.

Actualmente, com o surgimento da teoria da complexidade, que encara a maior parte das organizações como sistemas complexos que, à semelhança da natureza, são caracterizados por situações imprevisíveis, iterativas, muitas vezes caóticas e sem padrões aparentes e muito dependentes da psicologia das organizações, tem surgido maior preocupação pela análise da complexidade das organizações e pela gestão em complexidade.

Deve realçar-se que é inevitável a consideração do factor social no seio das organizações. Uma qualquer empresa que possua profissionais na sua estrutura não pode ser gerida como uma simples máquina. Esta é, aliás, uma das principais críticas à tão elogiada técnica de gestão lean production, responsável pela produtividade e eficiência do sector automóvel japonês. A elaboração de um sistema de produção tão perfeito em termos de mecanização, automatização e linearidade transformou os intervenientes humanos em peças sem liberdade criativa, social ou emocional, e acima de tudo nas únicas peças da máquina que falham. Uma pesada responsabilidade, a constante tentativa de tentar atingir o desempenho da máquina. Nos últimos anos o Japão tem sentido a fragilidade desta filosofia de gestão através dos inúmeros casos de problemas sociais no seio das empresas.

A tudo isto acrescenta-se o surgimento explosivo das tecnologias da informação, que têm mudado o funcionamento do mundo, transformado a sociedade e a os conceitos de desenvolvimento e evolução. Deve notar-se a este respeito que hoje a gestão do conhecimento, a criatividade e o desempenho organizacional começam a sobressair relativamente às produções massivas e automatizadas. Talvez seja possível arriscar que nos próximos anos esta tendência acentuar-se-á.
Aproveitar ao máximo o conhecimento, a colaboração, a interactividade num contexto de dinamismo e intensidade requer então um sistema menos automático mas mais explosivo, com as suas instabilidades mas atingindo desempenhos colectivos a níveis máximos. A complexidade deste sistemas é evidente. A necessidade de encarar como uma evidência á inevitável.

Ao longo dos anos testemunhamos constantes simplificações em tudo o que apresentava complexidade. Esta forma de encarar os problemas sempre serviu perfeitamente as necessidades de se obterem desempenhos cada vez melhores.
Acho que se pode dizer que hoje em dia a melhoria de desempenho que se pretende atingir apresenta um problema grande: o de eliminar todas as simplificações feitas e encarar a sua complexidade como potencialidade do sistema.

Antonio Aguiar da Costa

quarta-feira, abril 11, 2007

Adobe Acrobat 3D

A 3ª dimensão faz definitivamente parte do presente da informação digital. O desafio agora é introduzir a 4ª dimensão, o tempo, criando-se modelos dinâmicos interactivos cada vez mais próximos da realidade.

Neste contexto a Adobe, empresa criadora do reconhecido formato pdf, introduziu uma interessante inovação que vai de encontro precisamente a esta tendência de globalização da 3ª e 4ª dimensão da informação digital.

A respeito desta inovação a Adobe apresenta um exemplo de aplicação desta inovação
aqui ou aqui.

Para mais informações recomendo a visita ao site da
Adobe Acrobat 3D.

quarta-feira, abril 04, 2007

Imagem solta


Praga - Dancing House (Architect Frank Gehry)

As maiores pontes do Mundo

Quem tiver curiosidade pode ir dar uma espreitadela ao ranking das maiores do Mundo. Clicar aqui.

terça-feira, abril 03, 2007

Portugal gera 4,4 milhões de toneladas de resíduos de construção

Perto de um terço (32 por cento) de todos os resíduos produzidos anualmente nos países da União Europeia (UE) provêm da construção e demolição de imóveis.
A revelação, feita esta segunda-feira pelo ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Francisco Nunes Correia, surgiu durante o lançamento do livro «Ambiente e Construção Saudável», da autoria de Francisco Nunes Correia, que decorreu em Lisboa.
De acordo com o responsável pela pasta do Ambiente, estes 32% de resíduos representam 100 milhões de toneladas por ano, sendo que Portugal produz 4,4 milhões de toneladas
«Podem-se considerar resíduos banais, mas parte desses resíduos ainda hoje são colocados em despejos ilegais», acrescentou o ministro.
«A reciclagem pode reduzir em 10% este valor de resíduos, mas na UE apenas se reciclam 25% face a todo o seu potencial e em Portugal este valor é ainda mais baixo», sublinhou Francisco Nunes Correia.
O ministro defendeu também a importância da componente ambiental em todos os processos de construção de imóveis: «Esta temática não tem tido o destaque que merece. Dá-se relevância aos estudos de impacto ambiental, mas não se aproxima o ambiente no contexto da indústria de construção», reconheceu o ministro do Ambiente.

quarta-feira, março 28, 2007

OTA


Parece que tudo vai ficar como está.
Uma notícia recente refere que "mudar a localização do novo aeroporto obrigaria a renegociar o projecto desde a estaca zero com a Comissão Europeia". Aparentemente a negociação sobre o novo aeroporto, neste momento, não se baseia na razão, mas sim numa "máquina" que já foi posta a funcionar e que parece difícil de parar.


Trinta anos para escolher um aeroporto é muito tempo. Mas talvez seja pouco quando os estudos são feitos entre duas possibilidades pouco unânimes, e quando o critério de exclusão de uma delas (Rio Frio), parece ser exclusivamente ambiental, se bem que com impactos pouco precisos (referia-se como maior impacto o abate de sobreiros, no entanto quando surgem outras possibilidades de implantação que evitam estes abates a questão parece diluir-se "noutros impactos").


Parece-me que o turismo vai perder. Lisboa também. A ambição de criar um hub Ibérico em Portugal, gerará imensas receitas, mas para aqueles que explorarão a OTA (e que na sua maioria não serão empresas públicas). O turismo que um hub representa poderá não ser muito significativo, tendo em conta que o seu objectivo é essencialmente a transferência de passageiros entre rotas aéreas. Então quando a distância desse aeroporto à capital é tão significativa como a da OTA a Lisboa, inibirá certamente aqueles que podem ter curiosidade em dar um "salto" à cidade.


O governo refere que o investimento público vai ser reduzido. Esperemos bem que sim. Mas uma coisa também me parece, o lucro público também se encaminha para ser reduzido, tendo em conta que os privados se preparam para explorar o aeroporto.


Neste momento, e para que depois não seja tarde demais, é importante começar a discutir proposta de investimentos, estratégias de rentabilização, políticas de governança do sistema aeroportuário, para que, como muitas vezes acontece, o ganhos não fiquem nos bolsos de alguns, daqueles que sabem lidar com a "máquina".


Como último alerta gostaria de lembrar que, este grande investimento, que está a ser visto como uma esperança de recuperação para o sector da Engenharia, poderá efectivamente sê-lo, mas se não for bem gerido, sê-lo-á apenas a curto prazo. Digo isto baseado na análise da evolução do sector da Construção desde que a União Europeia tentou ajudar Portugal através dos fundos comunitários. O aproveitamento foi bastante ineficaz, quase funcionou como uma esmola que não conseguiu dinamizar orgânicamente o sector, aumentar a sua produtividade, modernização e competitividade.



Fonte: Groningen Growth and Development Centre, 60-Industry Database, October 2005,
http://www.ggdc.net/



Fonte: Groningen Growth and Development Centre, 60-Industry Database, October 2005, http://www.ggdc.net/


Veja-se no primeiro gráfico que o sector da Construção teve uma evolução significativa ao nível do Valor Acrescentado Bruto desde que Portugal foi um dos países previlegiados no que diz respeito à recepção de fundos comunitários (1991). Esta evoluçaõ positiva deveu-se essencialmente ao investimento em obras públicas.
Em 2001, a abertura da União Europeia a novos países diminuiu o acesso a fundos e a Construção teve uma quebra significativa, que ainda hoje continua a verificar-se. Provou-se, de certa forma, que a evolução precedente foi pouco sustentada e sem estratégia.

Efectivamente a Produtividade desde 1991(ver segundo gráfico) foi pouco alterada, pelo menos no que concerne à discrepância com outros países desenvolvidos. A competitividade não foi estimulada, a qualificação da mão-de-obra não melhorou e o sector manteve-se sempre frágil.

O alerta vai para o futuro, para que este investimento nã OTA não seja mais uma forma fácil de recompor o sector e a economia do País, mas que contribuia para uma melhoria significativa da produtividade, modernização e competitividade internacional da indústria.



António Aguiar da Costa

FiberSensing





Workshop “Sensores Fibra Óptica”


11,12,13 Abril.2007 – LNEC – Lisboa, Portugal
18,19 Abril.2007 – FiberSensing – Maia, Portugal


A FiberSensing irá realizar o primeiro Workshop “Sensores Fibra Óptica”.
Neste evento será realizada uma introdução à tecnologia de funcionamento dos sensores de fibra óptica FBG (Fiber Bragg Grating) e uma demonstração de procedimentos de instalação em aplicações reais de monitorização estrutural (SHM).


Para os interessados mais informações aqui.


sexta-feira, março 23, 2007

Prémio Secil Universidades 2006



Três alunos e um professor da Faculdade de Engenharia do Porto propõem recuperação da Ponte Pênsil.



Uma recuperada e moderna versão da velhinha e desaparecida Ponte Pênsil, que ligava no século XIX as ribeiras de Porto e Gaia, foi um dos projectos vencedores do Prémio Secil Universidades 2006.


É mais um contributo para uma ideia antiga que chegou a ser objectivo da Porto 2001: ligar as duas cidades por uma ponte pedonal, face ao uso cada vez maior da Ponte D. Luís pelos automobilistas.
A ideia inicial partiu de Álvaro Azevedo, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que a desenvolveu com os então alunos finalistas António Pedro Simões da Silva Braga, Hugo Jorge Ribeiro Pinto e Joana Pascoal Teixeira, no âmbito da disciplina Projecto em Estruturas da licenciatura em Engenharia Civil.


Orçada em 2.360 mil euros, a
solução passaria pela construção de uma ponte leve e o mais transparente possível, "para não tapar a obra de arte que é a Ponte D. Luís", explica Álvaro Azevedo. A nova construção, que ficaria a jusante da D. Luís, seria "invisível para quem a observa de longe, mas marcante para quem a atravessa", lê-se no projecto.
A ponte teria interesse histórico, já que apresentaria "bastantes semelhanças" com a Pênsil original, inaugurada em 1843 e demolida após a abertura da D. Luís, em 1886. Mas adequar-se-ia às exigências de construção e segurança actuais, recorrendo a materiais modernos, como fibra de carbono, aço e vidro laminado. Seria mais "leve" e "eficiente".
O pilar de pedra da Pênsil original do lado do Porto, que ainda existe, seria aproveitado, enquanto que do lado gaiense teria que ser construída uma réplica.



Na fundamentação [
PDF] do projecto, refere-se que a "reduzida dimensão dos passeios do tabuleiro inferior da Ponte Luís I", aliada ao "elevado volume de tráfego rodoviário" "torna a travessia pedonal para a outra margem pouco convidativa e mesmo perigosa".
Há, por isso, "uma certa urgência" na "construção de uma passagem pedonal que dinamize o intercâmbio entre as cidades de Porto e Gaia, nomeadamente ao nível dos seus principais pólos de atracção turística". "É muito mau, é horrível para os peões", afirma Álvaro Azevedo.
Nas contas do professor, já houve "quatro ou cinco" projectos para uma ponte pedonal, mas as ideias nunca sairam do papel. Álvaro Azevedo já entregou o projecto às câmaras municipais, mas admite ser "difícil" que desta vez seja diferente, já que as duas autarquias têm "ideias diferentes" relativamente à construção de uma ponte deste tipo.
No ano passado, a Câmara de Gaia mostrou-se a favor da criação de uma ponte para peões, encomendando um projecto ao engenheiro Adão da Fonseca, mas a obra não avançou. O projecto estava orçado em 10,5 milhões de euros, um valor cinco vezes superior ao fixado na proposta vencedora do Prémio Secil Universidades 2006.



in site da UP

Os restantes prémios Secil Universidades foram:


Engenharia Civil 2006

- Museu Oceanográfico no Portinho da Arrábida
João Marcos Lavos/ Romeu Gomes Reguengo
Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa


- Estudo Prévio de um Passadiço sobre o Rio Nabão (Tomar)
Luis Santos Conceição/ Silvia d'Assunção Dias/ Silvio Assis Fernandes/ Pedro Campos Leal
Academia Militar



Arquitectura 2006

- Museu de Escultura de Caxias
Francisco Romão
Universidade Lusíada de Lisboa

- Convento do Salvador em Alfama, Lisboa
Rafael Verhaeghe Marques
Universidade Autónoma de Lisboa

- Hammam*, Évora
Ana Filipa Simões da Silva
Universidade de Évora


“(*) Termo geralmente usado para referir uma tipologia arquitectónica predominante no mundo Islâmico e relativa a salas de banho públicas e privadas. O hammam tem origem na arquitectura Bizantina e constitui um elemento fundamental da cidade Islâmica.”

Pneus reciclados no asfalto reduzem ruído na A8 e CREL

Se na próxima semana circular na A8 entre Tornada e Caldas da Rainha ou na CREL, entre o túnel de Carenque e o Estádio Nacional (na zona de de Lisboa), não se assuste com o piso. É que o asfalto passou a ser de betumes modificados com borracha, obtidos a partir da reciclagem de pneus usados.

Na prática, haverá um menor ruído na circulação, maior segurança na condução - permite reduções nas distâncias de travagem, eleva o nível de drenagem das águas e evita o efeito spray e as fissuras - e um aumento do tempo de vida útil do pavimento, além da reciclagem do mesmo no final da vida útil, que, segundo estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, pode atingir 20 anos.

A inovação está a ser aplicada pela Recipav, empresa detida maioritariamente pelo grupo Águas de Portugal, em parceria com os americanos da Reed Group e os canadianos da KTY, que prevê produzir este ano 8,5 mil toneladas de betume, contra cinco mil em 2006 (+70%).

A redução de ruído é uma das mais-valias do betume com borracha, diz Paulo Fonseca, director-geral da Recipav, pioneira na adição de borracha ao betume. Nos estudos efectuados para o efeito, nos Estados Unidos e em Portugal, o betume com borracha contribui para a redução do ruído de contacto pneu/pavimento entre cinco a seis decibéis. Ou seja, "para se obter uma redução do ruído de circulação de três decibéis teria de se reduzir em 50% o tráfego na Av. da Liberdade, em Lisboa".

Na auto-estrada do Oeste (A8) existe um troço junto ao Bombarral que a concessionária Auto-Estradas do Atlântico já optou por repavimentar em vez de instalar barreiras acústicas, resolvendo assim a denúncia de um morador da zona, que se queixava do barulho provocado pela passagem dos veículos. Esta solução, embora mais cara, tem efeitos em termos ambientais e paisagísticos e evita o recurso a barreiras, que descaracterizam a paisagem.

in Diário de Notícias

segunda-feira, março 19, 2007

Os estudos da OTA

Em Portugal não se costumam discutir assuntos...fazem-se estudos ! Não se fala de quem os fez, nem quais os pressupostos que levaram a determinada decisão.
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Pensarão os responsáveis que, talvez porque os estudos também são um pouco subjectivos, mais vale não os pôr em causa, ainda se descobre algum pressuposto errado! Certamente haverão muitos especialistas que poderiam facilmente "deitar por água abaixo" milhares de euros em estudos.
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Para mim, discutir um assunto é também fazer engenharia. Obviamente que os estudos serão muito importantes e servirão de base para o levantamento de discussões ou futuros aprofundamentos. Mas a verdade é que em Portugal é difícil levar alguma ideia a discussão e para mim é uma fase inevitável do crescimento de uma ideia.
Para mim esta é uma das razões para muitas das ineficiências na produtividade e desorganização em Portugal.
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A este respeito, julgo interessante referir uma das ferramentas que permite auxiliar a discussão de uma ideia, conhecida por técnica de Delphi.
A técnica de Delphi, desenvolvida pela RAND Corporation na década de 60, foi formulada como uma metodologia de previsão, em que um grupo de especialistas chega a um consenso baseando-se em factores decisórios subjectivos, cientificamente não fundamentados. Esta técnica elimina a existência de um debate directo, substituindo-o por uma sequência de questionários individuais, que se desenvolvem ao longo do tempo, aos quais vão sendo adicionadas informações e feedback, resultantes da análise dos questionários precedentes.
Este tipo de técnica pode aplicar-se a inúmeras situações e permite a aproximação a um consenso final. Tendo em conta que não existe confronto directo entre intervenientes, é eliminado o factor relacionado com a presença e personalidade de cada um, que é muitas vezes um factor determinante na decisão final sobre determinado assunto.
Para além disso, sendo um processo iteractivo, em que se vai adicionando à discussão, feedback dos intervenientes ao longo do tempo, possibilita-se que os especialistas pensem melhor nas suas ideias, as reformulem, e, de certa forma, ponderem as ideias lançadas por outros especialistas.
Neste tipo de questionário, para além de não haver confronto directo, deve, idealmente, existir anonimato relativamente às posições de cada um dos especialistas. Desta forma, não existe qualquer possibilidade de influência dos diversos participantes na discussão.
Resta-me referir que, a utilidade desta ferramenta, depende da escolha dos participantes, que obviamente deverão possuir os créditos necessários para a participação na decisão final.
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António Aguiar da Costa

segunda-feira, março 12, 2007

Ano Novo, Vida Nova?

Janeiro de 2007 : Índices de Produção, Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Construção e Obras Públicas


CONSTRUÇÃO CONTINUA EM QUEDA



A produção no sector da construção e obras públicas, diminuiu 8,1% no trimestre concluído em Janeiro de 2007, quando comparada com a do trimestre homólogo. Este decréscimo da produção representa um agravamento de 0,8 pontos percentuais (p.p.) face à variação observada no trimestre concluído em Dezembro.
O emprego e o volume de trabalho no sector, mantiveram taxas de variação homóloga negativas, que se situaram em -6,3% e -6,9%, respectivamente. As remunerações registaram um crescimento de 0,6%.


Referência: www.ine.pt