segunda-feira, maio 21, 2007
Exclusividade pública
segunda-feira, abril 23, 2007
Ligações à rede eléctrica

São instalações fotovoltáicas ligadas directamente à rede pública de distribuição (REN). Toda a energia produzida é injectada directamente na rede. Podem ser ligadas à rede de Baixa Tensão, se a potência instalada for inferior a 100KWp.
Posso vender à EDP a energia injectada na rede?
Sim. Primeiro deverá obter a licença de Produção em Regime Especial, na Direcção Geral de Geologia e Energia (DGGE). O processo de obtenção desta licença é regulado pelo DL 312/2001.
Posso consumir a energia produzida e vender apenas o excesso?
Pode, mas este sistema de productor/consumidor tem uma remuneração muito baixa (± 0,30 €/KWh). Investimentos na ordem de 30.000,00 € para uma potência de 5 KW nunca são amortizados em menos de 30 anos, contando com os preços de compra no mercado actual.
Deve vender a totalidade da energia produzida. A instalação de consumo mantém-se inalterada. As suas necessidades de consumo devem ser satisfeitas pela rede pública.
Também não existe "acerto" de facturas. Paga a factura de consumo na totalidade e envia uma
factura relativa à energia injectada na rede.
Um condomínio pode ser proprietário de um sistema "grid connected"?
Sim. Os condomínios são entidades com "corpo" jurídico e fiscal.
Por que preço é que a EDP me compra a energia? Durante quanto tempo?
Depois de obtida a licença de produção em Regime Especial, já está em condições d celebrar o contrato com a EDP. O preço de venda à EDP é regulado pelo DL 168/99, com as alterações previstas no DL 339-C/2001 e mais recentemente no DL 33-A/2005.Para instalações até 5KWp, o preço actual do KWh é de ± 0,56 Euro. Este valor é actualizado mensalmente, de acordo com o IPC (no continente, sem habitação). Os contratos têm limitação de 15 anos,
sendo negociados novamente depois deste período.
Qual é o tempo de vida útil de uma instalação "grid connected"?
No mínimo, 20 anos. Este é o valor considerado quando se pretende quantificar a valia económica destes equipamentos. No entanto, é consensual entre os especialistas nesta área que um sistema fotovoltáico "grid connected" poderá durar pelo menos 40 anos. A maioria dos fabricantes de módulos garante o seu funcionamento por, pelo menos, 20 anos.
Que cuidados é preciso ter? E necessária manutenção periódica?
Não são necessários cuidados especiais. O sistema não possui peças móveis, pelo que a manutenção é mínima ou inexistente. O único "trabalho" consiste em fazer a leitura do contador
- no último dia de cada mês - e enviar a factura à EDP.
Em quanto tempo se recupera o investimento inicial?
O preço de referência de uma instalação "grid connected" é de 6 Eur / Wp. Em Portugal pode produzir até 1500KWh / KWp instalado. Em menos de 7 anos terá recuperado o seu dinheiro.
quarta-feira, abril 18, 2007
Casas vão ter certificado de eficiência energética obrigatório
A partir de 2009, esta exigência vai ser alargada a todas as casas, mesmo as mais antigas, construídas antes da nova legislação. "Quando uma pessoa quiser vender ou arrendar uma casa, vai ter de ter um certificado energético, que vai influenciar o valor do imóvel", explica o responsável, esclarecendo que "quem compra ou arrenda vai passar a saber se é uma casa do tipo A, B, C ou D, ou seja, quanto é que consome de energia, numa lógica semelhante à actual dos frigoríficos e outros equipamentos domésticos".
A nova lei vem substituir os regulamentos em vigor desde 1989, que é considerada pela DGGE como avançada, mas que não era controlada, devido à falta de mecanismos e formas de fiscalização. "Agora tornaram-se os critérios de regulamentação mais exigentes e criou-se um sistema de certificação para determinar se essa casa cumpre ou não os requisitos", precisa.
sexta-feira, abril 13, 2007
Inteligência colectiva no seio da complexidade
Já há muito se diz que a união faz a força. O que não se diz tanto é que esta força pode ser bem maior que a soma das partes.
Esta sinergia reside essencialmente na existência de uma inteligência colectiva, na capacidade de auto-aprendizagem das organizações e de certa forma na teoria evolucionista que deve abranger a organização no seu todo.
Actualmente, com o surgimento da teoria da complexidade, que encara a maior parte das organizações como sistemas complexos que, à semelhança da natureza, são caracterizados por situações imprevisíveis, iterativas, muitas vezes caóticas e sem padrões aparentes e muito dependentes da psicologia das organizações, tem surgido maior preocupação pela análise da complexidade das organizações e pela gestão em complexidade.
Deve realçar-se que é inevitável a consideração do factor social no seio das organizações. Uma qualquer empresa que possua profissionais na sua estrutura não pode ser gerida como uma simples máquina. Esta é, aliás, uma das principais críticas à tão elogiada técnica de gestão lean production, responsável pela produtividade e eficiência do sector automóvel japonês. A elaboração de um sistema de produção tão perfeito em termos de mecanização, automatização e linearidade transformou os intervenientes humanos em peças sem liberdade criativa, social ou emocional, e acima de tudo nas únicas peças da máquina que falham. Uma pesada responsabilidade, a constante tentativa de tentar atingir o desempenho da máquina. Nos últimos anos o Japão tem sentido a fragilidade desta filosofia de gestão através dos inúmeros casos de problemas sociais no seio das empresas.
A tudo isto acrescenta-se o surgimento explosivo das tecnologias da informação, que têm mudado o funcionamento do mundo, transformado a sociedade e a os conceitos de desenvolvimento e evolução. Deve notar-se a este respeito que hoje a gestão do conhecimento, a criatividade e o desempenho organizacional começam a sobressair relativamente às produções massivas e automatizadas. Talvez seja possível arriscar que nos próximos anos esta tendência acentuar-se-á.
Aproveitar ao máximo o conhecimento, a colaboração, a interactividade num contexto de dinamismo e intensidade requer então um sistema menos automático mas mais explosivo, com as suas instabilidades mas atingindo desempenhos colectivos a níveis máximos. A complexidade deste sistemas é evidente. A necessidade de encarar como uma evidência á inevitável.
Ao longo dos anos testemunhamos constantes simplificações em tudo o que apresentava complexidade. Esta forma de encarar os problemas sempre serviu perfeitamente as necessidades de se obterem desempenhos cada vez melhores.
Acho que se pode dizer que hoje em dia a melhoria de desempenho que se pretende atingir apresenta um problema grande: o de eliminar todas as simplificações feitas e encarar a sua complexidade como potencialidade do sistema.
quarta-feira, abril 11, 2007
Adobe Acrobat 3D
A 3ª dimensão faz definitivamente parte do presente da informação digital. O desafio agora é introduzir a 4ª dimensão, o tempo, criando-se modelos dinâmicos interactivos cada vez mais próximos da realidade.Neste contexto a Adobe, empresa criadora do reconhecido formato pdf, introduziu uma interessante inovação que vai de encontro precisamente a esta tendência de globalização da 3ª e 4ª dimensão da informação digital.
A respeito desta inovação a Adobe apresenta um exemplo de aplicação desta inovação aqui ou aqui.
Para mais informações recomendo a visita ao site da Adobe Acrobat 3D.
quarta-feira, abril 04, 2007
As maiores pontes do Mundo
terça-feira, abril 03, 2007
Portugal gera 4,4 milhões de toneladas de resíduos de construção
Perto de um terço (32 por cento) de todos os resíduos produzidos anualmente nos países da União Europeia (UE) provêm da construção e demolição de imóveis.A revelação, feita esta segunda-feira pelo ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Francisco Nunes Correia, surgiu durante o lançamento do livro «Ambiente e Construção Saudável», da autoria de Francisco Nunes Correia, que decorreu em Lisboa.
De acordo com o responsável pela pasta do Ambiente, estes 32% de resíduos representam 100 milhões de toneladas por ano, sendo que Portugal produz 4,4 milhões de toneladas
«Podem-se considerar resíduos banais, mas parte desses resíduos ainda hoje são colocados em despejos ilegais», acrescentou o ministro.
«A reciclagem pode reduzir em 10% este valor de resíduos, mas na UE apenas se reciclam 25% face a todo o seu potencial e em Portugal este valor é ainda mais baixo», sublinhou Francisco Nunes Correia.
O ministro defendeu também a importância da componente ambiental em todos os processos de construção de imóveis: «Esta temática não tem tido o destaque que merece. Dá-se relevância aos estudos de impacto ambiental, mas não se aproxima o ambiente no contexto da indústria de construção», reconheceu o ministro do Ambiente.
quarta-feira, março 28, 2007
OTA
Fonte: Groningen Growth and Development Centre, 60-Industry Database, October 2005, http://www.ggdc.net/
Veja-se no primeiro gráfico que o sector da Construção teve uma evolução significativa ao nível do Valor Acrescentado Bruto desde que Portugal foi um dos países previlegiados no que diz respeito à recepção de fundos comunitários (1991). Esta evoluçaõ positiva deveu-se essencialmente ao investimento em obras públicas.
Em 2001, a abertura da União Europeia a novos países diminuiu o acesso a fundos e a Construção teve uma quebra significativa, que ainda hoje continua a verificar-se. Provou-se, de certa forma, que a evolução precedente foi pouco sustentada e sem estratégia.
Efectivamente a Produtividade desde 1991(ver segundo gráfico) foi pouco alterada, pelo menos no que concerne à discrepância com outros países desenvolvidos. A competitividade não foi estimulada, a qualificação da mão-de-obra não melhorou e o sector manteve-se sempre frágil.
O alerta vai para o futuro, para que este investimento nã OTA não seja mais uma forma fácil de recompor o sector e a economia do País, mas que contribuia para uma melhoria significativa da produtividade, modernização e competitividade internacional da indústria.
António Aguiar da Costa
FiberSensing

18,19 Abril.2007 – FiberSensing – Maia, Portugal
Neste evento será realizada uma introdução à tecnologia de funcionamento dos sensores de fibra óptica FBG (Fiber Bragg Grating) e uma demonstração de procedimentos de instalação em aplicações reais de monitorização estrutural (SHM).
sexta-feira, março 23, 2007
Prémio Secil Universidades 2006

A ideia inicial partiu de Álvaro Azevedo, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, que a desenvolveu com os então alunos finalistas António Pedro Simões da Silva Braga, Hugo Jorge Ribeiro Pinto e Joana Pascoal Teixeira, no âmbito da disciplina Projecto em Estruturas da licenciatura em Engenharia Civil.

Orçada em 2.360 mil euros, a solução passaria pela construção de uma ponte leve e o mais transparente possível, "para não tapar a obra de arte que é a Ponte D. Luís", explica Álvaro Azevedo. A nova construção, que ficaria a jusante da D. Luís, seria "invisível para quem a observa de longe, mas marcante para quem a atravessa", lê-se no projecto.
A ponte teria interesse histórico, já que apresentaria "bastantes semelhanças" com a Pênsil original, inaugurada em 1843 e demolida após a abertura da D. Luís, em 1886. Mas adequar-se-ia às exigências de construção e segurança actuais, recorrendo a materiais modernos, como fibra de carbono, aço e vidro laminado. Seria mais "leve" e "eficiente".
O pilar de pedra da Pênsil original do lado do Porto, que ainda existe, seria aproveitado, enquanto que do lado gaiense teria que ser construída uma réplica.

Na fundamentação [PDF] do projecto, refere-se que a "reduzida dimensão dos passeios do tabuleiro inferior da Ponte Luís I", aliada ao "elevado volume de tráfego rodoviário" "torna a travessia pedonal para a outra margem pouco convidativa e mesmo perigosa".
Há, por isso, "uma certa urgência" na "construção de uma passagem pedonal que dinamize o intercâmbio entre as cidades de Porto e Gaia, nomeadamente ao nível dos seus principais pólos de atracção turística". "É muito mau, é horrível para os peões", afirma Álvaro Azevedo.
Nas contas do professor, já houve "quatro ou cinco" projectos para uma ponte pedonal, mas as ideias nunca sairam do papel. Álvaro Azevedo já entregou o projecto às câmaras municipais, mas admite ser "difícil" que desta vez seja diferente, já que as duas autarquias têm "ideias diferentes" relativamente à construção de uma ponte deste tipo.
No ano passado, a Câmara de Gaia mostrou-se a favor da criação de uma ponte para peões, encomendando um projecto ao engenheiro Adão da Fonseca, mas a obra não avançou. O projecto estava orçado em 10,5 milhões de euros, um valor cinco vezes superior ao fixado na proposta vencedora do Prémio Secil Universidades 2006.
Engenharia Civil 2006
- Estudo Prévio de um Passadiço sobre o Rio Nabão (Tomar)
- Museu de Escultura de Caxias
- Convento do Salvador em Alfama, Lisboa
- Hammam*, Évora
“(*) Termo geralmente usado para referir uma tipologia arquitectónica predominante no mundo Islâmico e relativa a salas de banho públicas e privadas. O hammam tem origem na arquitectura Bizantina e constitui um elemento fundamental da cidade Islâmica.”
Pneus reciclados no asfalto reduzem ruído na A8 e CREL
Se na próxima semana circular na A8 entre Tornada e Caldas da Rainha ou na CREL, entre o túnel de Carenque e o Estádio Nacional (na zona de de Lisboa), não se assuste com o piso. É que o asfalto passou a ser de betumes modificados com borracha, obtidos a partir da reciclagem de pneus usados.
Na prática, haverá um menor ruído na circulação, maior segurança na condução - permite reduções nas distâncias de travagem, eleva o nível de drenagem das águas e evita o efeito spray e as fissuras - e um aumento do tempo de vida útil do pavimento, além da reciclagem do mesmo no final da vida útil, que, segundo estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, pode atingir 20 anos.
A inovação está a ser aplicada pela Recipav, empresa detida maioritariamente pelo grupo Águas de Portugal, em parceria com os americanos da Reed Group e os canadianos da KTY, que prevê produzir este ano 8,5 mil toneladas de betume, contra cinco mil em 2006 (+70%).
A redução de ruído é uma das mais-valias do betume com borracha, diz Paulo Fonseca, director-geral da Recipav, pioneira na adição de borracha ao betume. Nos estudos efectuados para o efeito, nos Estados Unidos e em Portugal, o betume com borracha contribui para a redução do ruído de contacto pneu/pavimento entre cinco a seis decibéis. Ou seja, "para se obter uma redução do ruído de circulação de três decibéis teria de se reduzir em 50% o tráfego na Av. da Liberdade, em Lisboa".
Na auto-estrada do Oeste (A8) existe um troço junto ao Bombarral que a concessionária Auto-Estradas do Atlântico já optou por repavimentar em vez de instalar barreiras acústicas, resolvendo assim a denúncia de um morador da zona, que se queixava do barulho provocado pela passagem dos veículos. Esta solução, embora mais cara, tem efeitos em termos ambientais e paisagísticos e evita o recurso a barreiras, que descaracterizam a paisagem.
in Diário de Notícias
segunda-feira, março 19, 2007
Os estudos da OTA
Pensarão os responsáveis que, talvez porque os estudos também são um pouco subjectivos, mais vale não os pôr em causa, ainda se descobre algum pressuposto errado! Certamente haverão muitos especialistas que poderiam facilmente "deitar por água abaixo" milhares de euros em estudos.
.
Para mim, discutir um assunto é também fazer engenharia. Obviamente que os estudos serão muito importantes e servirão de base para o levantamento de discussões ou futuros aprofundamentos. Mas a verdade é que em Portugal é difícil levar alguma ideia a discussão e para mim é uma fase inevitável do crescimento de uma ideia.
Para mim esta é uma das razões para muitas das ineficiências na produtividade e desorganização em Portugal.
segunda-feira, março 12, 2007
Ano Novo, Vida Nova?
CONSTRUÇÃO CONTINUA EM QUEDA
O emprego e o volume de trabalho no sector, mantiveram taxas de variação homóloga negativas, que se situaram em -6,3% e -6,9%, respectivamente. As remunerações registaram um crescimento de 0,6%.
quinta-feira, março 08, 2007
A Gestão e as tecnologias da Informação
Os últimos anos têm sido marcados por investimentos alargados em tecnologias de informação e de comunicação, situação que tem colocado alguma pressão na busca pelas melhores soluções.
Ao mesmo tempo, verifica-se que, dada a grande evolução do mercado das novas tecnologias, a oferta é bastante diversificada e, muitas vezes, pouco consistente. Na verdade, nem sempre investir em TIC representa uma efectiva melhoria ao nível da integração, produtividade e organização do negócio.
A experiência tem verificado que a implementação das TIC não pode ser uma acção com uma visão fechada sobre uma empresa, com o único objectivo de automatizar tarefas internas.
Tal como actualmente acontece nas mais diversas áreas de conhecimento torna-se premente a necessidade de integrar distintas áreas de conhecimento quando se planeiam estratégias de negócio. Quando se investe em TIC o que está em causa é exactamente isto, um planeamento de uma estratégia de negócio, e não uma simples automatização de processos.
Em 2004, num estudo feito pela Mckinsey, que envolveu cerca de 100 indústrias espalhadas por França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, verificou-se exactamente que os investimentos em TIC têm pouco impacto na produtividade caso estes não sejam acompanhados por uma aperfeiçoamento da gestão dos processos.

É neste contexto que surge a Arquitectura Orientada a Serviços (SOA), que visa uma sinergia entre as TIC e a gestão dos negócios. Esta arquitectura de sistemas direcciona a empresa e as suas tecnologias para uma óptica de serviços interoperacional e descentralizada, que permite uma comunicação em rede à imagem da rede de gestão. Para além de uma comunicação interna este tipo de arquitectura visa possibilitar um fácil acesso aos serviços por parte de agentes exteriores, o que de certa forma, possibilita uma interligação global da rede de produção.
Com largas implementações de Enterprise Resource Planning (ERP), as empresas deixaram que os sistemas passassem a ditar os rumos dos negócios, em vez de fazer com que eles se ajustassem aos negócios à medida que fosse necessário. Outro exemplo pode ser observado com implementações de Enterprise Application Integration ou Integração de Aplicações de Negócio (EAI), que levaram as empresas a centralizar processos-chave de negócios, em vez de delegar funções e permitir que gerentes de diversos níveis hierárquicos estivessem aptos a lidar com eles.
A SOA parece vir de encontro à necessidade crescente de pensar as TIC de acordo com os modelos de gestão das empresas, e assim, permitir evoluções significativas de desempenho futuro dos processos produtivos e uma rentabilidade evidente dos investimentos em novas tecnologias.
Antonio Aguiar da Costa
segunda-feira, março 05, 2007
Veículos menos poluentes pagam menos imposto

sábado, março 03, 2007
EXPOSIÇÃO INGENUIDADES - Fundação Calouste Gulbenkian
Pela objectiva dos 160 artistas representados, de cerca de 30 nacionalidades, passaram as grandes obras de engenharia passadas e recentes, na sua dialéctica com as forças da natureza. São mais de 340 imagens, organizadas segundo os quatro elementos (Terra, Água, Ar e Fogo) e distribuídas em sete secções, que percorrem o mundo e as maravilhas da engenharia, o seu nascimento, evolução e morte. Em paralelo, revê-se a história da própria fotografia, nas suas práticas, técnicas e usos.
“INGenuidades” é um trabalho de âmbito internacional, juntando obras de coleccionadores privados, galerias e museus, de Sydney a Berlim passando por São Francisco e Reiqjavique. Integra também peças de fotógrafos portugueses como António Júlio Duarte, José Manuel Rodrigues, Paulo Catrica e Paulo Nozolino. Em Outubro, a mostra viajará até ao Palais des Beaux-Arts, em Bruxelas, coincidindo com a presidência portuguesa da União Europeia.
Entrada: 3 euros (Domingos entradas gratuitas)
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Virtualização da realidade
É certo que a direcção de desenvolvimento futuro terá como base o conceito de virtualização e representação 3D, no entanto a estratégia de desenvolvimentos futuros não está ainda bem delineada. Desenvolvem-se cidades 3D , definem-se serviços que fornecem informação suportada pelo Google Earth (localização de imóveis, restaurantes, hoteis) e fazem-se representações virtuais de monumentos e de outros interesses turísticos, no entanto, a consistência destes desenvolvimentos e a visão que os integra não está ainda bem definida. (Poderíamos perguntar, para quê uma cidade 3D? Ou para quê a modelação tridimensional do património de um país?)
Em Portugal existem algumas empresas que pretendem desenvolver o conceito de virtualização da realidade:A empresa 3Dcities, que se apresenta como criadora de cidades digitais, no entanto, apresenta no seu site uma área de acção é bastante abrangente, como que insinuando uma busca activa pelas sinergias do futuro.
A empresa Caixa D'imagens, que se assume como uma empresa de criação de sistemas virtuais, modelação tridimensional, computação gráfica, design e quiosques virtuais. Um dos seus principais projectos foi a colaboração no desenvolvimento do sistema de Realidade Virtual da Serra da Estrela, projecto que contou ainda com a participação da empresa SIQuant (coordenação geral, produção do Sistema de Informação Geográfica e apoio ao desenvolvimento da aplicação de realidade virtual), do INESC-ID/DIGraSys (programação da aplicação de navegação e visualização de realidade virtual) e do IST/DECivil (desenvolvimento da aplicação de consulta da informação geográfica com base no Google Earth).
A empresa SIQuant, uma empresa de sistemas de informação e de informação geográfica que nasceu do meio universitário, integra as competências e a abordagem técnica de dois grupos de investigação e desenvolvimento. Do ICIST (Instituto de Engenharia de Estruturas, Território e Construção do Instituto Superior Técnico) integra o conhecimento em técnicas de aquisição de informação geográfica e de modelação geográfica. E do INESC ID a competência de análise/concepção e desenvolvimento de sistemas de informação complexos.
António Aguiar da Costa
sábado, fevereiro 24, 2007
Se fosse Ministro do ambiente...
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Obras públicas vão ter preço máximo para evitar derrapagens

quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Serviços com Urgência!
O que é evidente para todos nós, no âmbito de uma sociedade democrática moderna, é o óbvio descontentamento das populações que ficam sem os serviços que sempre se habituaram a ter junto de si. As hesitações do ministro têm sido a prova das dificuldades de implementação uma medida deste género.
Ou seja, como em qualquer decisão entre diversas partes interessadas, deveria haver uma sensibilidade negocial, em que, neste caso, a população que perdia o serviço teria uma outra contrapartida que, a curto prazo tornaria todo o processo mais simples.
No seguimento deste pensamento, encaminharia o a ideia para o conceito de serviço de saúde em rede, desenvolvido na América e reconhecido como o Mayo Health System. Este conceito tem obtido resultados bastante positivos, tendo sido premiado com variados prémios de Qualidade e baseia-se na existência de uma rede de centros de saúde, clínicas e hospitais, integrada e inter-relacionada, e com localização dispersa em rede.
Talvez o que falta em Portugal seja deixar de pensar em remendos e arriscar numa distribuição estratégica de vários serviços, com infra-estruturas renovadas, e que se suportem num conceito de rede regional e desenvolvam a necessidade de inter-relação e inter-comunicação total.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Bastonário da Ordem dos Engenheiros contesta OTA e TGV
Entrevistado no domingo no programa "Diga Lá, Excelência", da Renascença, “Público” e Dois, Fernando Santo questionou as opções tomadas pelo Governo e defendeu que ainda há tempo para travar os dois mega-projectos.
domingo, fevereiro 18, 2007
O papel da Engenharia no sector da Saúde
Segundo a Comissão para a sustentabilidade do Financiamento do Serviço Nacional de Saúde, o sector da Saúde em Portugal tem vindo a ser um dos protagonistas da despesa pública, representando já mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
Gráfico representativo de alguns valores das Despesas em saúde em 2003 (em % do GDP)
A par deste valor excessivo da despesa com a saúde, verificam-se desequilíbrios ao nível organizacional, sendo um dos mais evidentes a incapacidade da estrutura do Serviço Nacional de Saúde para atender devidamente os doentes crónicos, que se estimam como sendo já quase um quarto da população total. O peso que os doentes crónicos têm nas urgências hospitalares é uma prova da falta de capacidade dos serviços para gerirem o tratamento destes pacientes, visto que apenas respondem de uma forma não contínua.
Num estudo realizado em 2004 no Hospital S. Francisco Xavier demonstrou-se que 72% dos doentes que recorrem à urgência por ano (1.792 pessoas) são admitidos por agudização de doenças crónicas.
É ainda de referir que em Portugal tem-se verificado um uso abusivo dos serviços de emergência, no sentido em que muitos dos pacientes que recorrem a este serviço deveriam ser tratados nas unidades de cuidados primários[ii].
A incapacidade de garantir a continuidade de cuidados da organização actual é uma fonte relevante de desperdício. As redes de cuidados continuados e de proximidade assumem-se como uma possível alternativa. A sustentabilidade do SNS depende da capacidade de transferir recursos do sector hospitalar para outros níveis de cuidados.
Ao nível da orgânica interna, os Hospitais têm tentado optimizar os seus processos, numa tentativa de diminuição de custos e optimização de produção. Alguns dos exemplos que se podem referir são os melhoramentos ao nível dos sistemas de informação e novas tecnologias e também a modernização das técnicas de gestão aplicadas à logística hospitalar (Hospital Logistics System), originalmente provenientes da indústria automóvel e agora adaptados ao serviço de saúde.
Ao nível das infra-estruturas o sistema não tem no entanto sofrido alterações significativas, verificando-se melhoramentos essencialmente ao nível do equipamento técnico, sem grandes consequências para a optimização dos serviços.
A construção de infra-estruturas hospitalares inteligentes, modernas e adequadas às novas mentalidades, deve ser uma das estratégias do futuro do sistema de saúde, visando a busca de uma mentalidade voltada para o paciente e sensibilizada para a necessidade de controlo do fluxo dos doentes e da informação.
No que diz respeito à modernização e renovação das infra-estruturas deve referir-se que o surgimento das Parcerias Público-Privado veio possibilitar uma maior dinâmica do mercado, estando previstos 10 novos hospitais, cujo consórcio privado deverá ter responsabilidades ao nível da concepção, projecto, construção e manutenção da infra-estrutura (30 anos) e ao nível dos serviços clínicos(10 anos) [iii]. Esta nova possibilidade será com certeza uma mais valia para a reforma necessária do sistema de saúde.
[i] World Health Organization, “World Health Statistics 2006”
[ii] Oliveira, Monica; 2002 “A flow demand model to predict hospital utilisation”, LSE Health and Social Care
[iii] Monteiro, Pedro Líbano; Vaz, Artur; “Uma parceria a 30 anos no âmbito do programa de parcerias público-privado na saúde”, 8º Congresso Nacional da Manutenção (Novembro de 2005)
António Aguiar da Costa
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Para quem quer saber mais acerca de FMEA
sábado, fevereiro 03, 2007
O que foi sendo dito em Janeiro...
O Governo aprovou uma proposta de revisão do regime sobre a qualificação exigível em obras, prevendo que, após um período de transição de cinco anos, a elaboração de projectos de arquitectura seja apenas da responsabilidade de arquitectos.(2007-01-18 Público)
A falta de técnicos qualificados está a dificultar a aplicação do regulamento que visa classificar o desempenho energético dos edifícios, num modelo semelhante ao que é usado actualmente nos electrodomésticos, denunciou a Quercus. (2007-01-25 DiarioEconomico.com )
Observatório das Estradas diz que 50 por cento dos acidentes acontecem devido ao traçado das estradas. BT investigou sinistros e apurou que apenas em 6 por cento dos casos a culpa é das vias. (2007/01/26 Portugal Diário)



